CNBC
OpenAI

CNBCBrockman, da OpenAI, minimiza preocupações com mudanças na liderança em entrevista exclusiva à CNBC

Notícias do Brasil

China amplia compras de soja dos EUA, mas Brasil mantém demanda forte

Publicado 17/08/2026 • 13:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A soja americana está mais competitiva do que a brasileira neste momento, enquanto a China retoma as compras da nova safra dos Estados Unidos.
  • O movimento pode aumentar a pressão sobre o mercado brasileiro caso Pequim reduza de forma mais significativa a demanda pelo produto nacional.
  • A avaliação é de Rafael Silveira, analista de mercado da Safras & Mercado, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

A soja americana está mais competitiva do que a brasileira neste momento, enquanto a China retoma as compras da nova safra dos Estados Unidos. O movimento pode aumentar a pressão sobre o mercado brasileiro caso Pequim reduza de forma mais significativa a demanda pelo produto nacional.

A avaliação é de Rafael Silveira, analista de mercado da Safras & Mercado, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, o Brasil ainda mantém uma posição dominante no fornecimento de soja para a China, mas a vantagem em relação aos Estados Unidos diminuiu.

“A soja brasileira agora está mais cara frente à soja dos Estados Unidos, principalmente pela questão dos prêmios nos portos”, afirmou.

De acordo com Rafael, mais de 5 milhões de toneladas da nova safra de soja americana já foram negociadas para a China. A expectativa é de que os embarques dos Estados Unidos ganhem força nos próximos meses, especialmente com a entrada da nova safra.

O analista também relaciona o movimento à pressão do governo de Donald Trump para ampliar as compras chinesas de produtos agrícolas americanos.

Apesar do avanço das compras americanas, Rafael afirma que a demanda chinesa por soja continua elevada. Os estoques do país estão em níveis confortáveis, mas o consumo permanece aquecido, segundo ele.

O problema para o Brasil surgiria caso essa demanda começasse a recuar de maneira mais consistente. “Realmente acontece um fenômeno de sobreoferta no Brasil se a China de fato recuar em termos de demanda”, disse.

A China é o principal comprador da soja brasileira e, por isso, uma redução relevante dos embarques para o país asiático teria impacto maior do que uma eventual perda de participação em outros mercados.

Ainda assim, o analista afirma que os demais compradores também aumentaram as aquisições de soja brasileira neste ano. Com a demanda externa e o processamento doméstico em alta, ele estima que as exportações brasileiras possam superar 110 milhões de toneladas em 2026.

Leia também: EUA anunciam venda de 624 mil toneladas de soja para China e compradores não identificados

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Substituir a China não seria simples

Para Silveira, o Brasil teria dificuldade para compensar rapidamente uma eventual redução das compras chinesas com novos mercados. “Nenhum player tem uma demanda interna tão agressiva quanto a própria China”, afirmou.

Segundo o analista, os demais compradores brasileiros aumentaram a demanda em cerca de 4 milhões a 5 milhões de toneladas em relação ao ano passado. O volume, porém, seria insuficiente para compensar uma queda mais significativa das compras chinesas.

A concorrência com os Estados Unidos também tende a ganhar importância com a chegada da nova safra americana, que pode apresentar maior oferta e preços mais competitivos.

Produtor ainda mantém soja no radar

Apesar dos riscos, Silveira não vê uma mudança imediata na decisão de plantio dos produtores brasileiros. Ele destaca que, além das exportações, o Brasil possui uma demanda interna robusta. O processamento doméstico já supera 62 milhões de toneladas por ano, impulsionado principalmente pela produção de óleo de soja.

Para a próxima safra, a perspectiva ainda é de uma oferta elevada, embora o clima possa alterar o cenário. Eventuais perdas de produtividade poderiam sustentar preços mais altos e estimular a atividade, mas o produtor também terá de considerar a evolução dos custos.

Na avaliação do analista, portanto, o cenário ainda favorece a manutenção da soja como principal cultura, mas a maior competitividade da produção americana e uma eventual desaceleração da demanda chinesa são fatores que podem mudar o equilíbrio do mercado nos próximos meses.

Leia mais: Reaproximação EUA-China acende alerta para soja e carne brasileiras

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil