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Acordo EUA-Irã pode reduzir custo de fertilizantes e diesel

Publicado 16/06/2026 • 19:43 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Acordo EUA–Irã pode reduzir custos do agronegócio brasileiro, principalmente de fertilizantes e óleo diesel, ao aliviar tensões no Estreito de Ormuz.
  • Crise elevou preços globais por meses, já que o conflito afetou rotas estratégicas de petróleo e fertilizantes no Golfo Pérsico.
  • Brasil busca reduzir dependência externa de fertilizantes, com “diplomacia de fertilizantes”, acordos com a China e reativação de fábricas para ampliar produção nacional.

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O ministro da Agricultura, André de Paula, avaliou nesta terça-feira, 16, que o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, anunciado no último domingo e com assinatura formal prevista para esta sexta-feira, na Suíça, tende a aliviar o custo de dois insumos críticos para o agronegócio brasileiro: os fertilizantes e o óleo diesel.

“Nós inauguramos a semana com notícias muito positivas que podem ser, de fato, importantes para o nosso agro e para o mundo inteiro respirar”, disse o ministro, durante palestra no Veja Fórum Agro 2026, realizado em São Paulo. “Temos pelo menos dois insumos que são fundamentais para o agro e que têm os seus preços muito elevados em função desse conflito: os fertilizantes e o óleo diesel.”

O conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro, levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento de petróleo e fertilizantes do Golfo Pérsico, e impulsionou os preços globais desses insumos por quase quatro meses. O fim das hostilidades foi anunciado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e confirmado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A cerimônia de assinatura do acordo está marcada para 19 de junho.

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Conforme o ministro, a perspectiva de normalização das rotas marítimas deve contribuir para a queda dos preços. André de Paula destacou que o Brasil, mesmo durante o período de crise, adotou o que chamou de “diplomacia de fertilizantes”.

Em visita à China, o ministro disse ter mantido agenda com ministros chineses, da qual resultou, segundo ele, o comprometimento público de Pequim em fornecer fertilizantes ao País. “Logo na sequência, a China manifestou publicamente a sua determinação de nos fornecer fertilizantes, o que fez com que o preço da ureia no nosso mercado voltasse a preços que são compatíveis”, afirmou.

O ministro lembrou ainda que o Brasil importa 91% dos fertilizantes que consome e reforçou a estratégia do governo de reduzir essa dependência com a reativação de fábricas da Petrobras.

Segundo ele, as unidades de Sergipe, Paraná e Bahia já estão em operação, e a fábrica do Mato Grosso do Sul deve entrar em funcionamento até o final deste ano ou início de 2027. Quando as quatro plantas estiverem ativas, o País terá capacidade de produzir 35% da ureia que consome.

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