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Eli Lilly supera com folga estimativas trimestrais e eleva projeção de receita com alta nas vendas de Zepbound e Mounjaro

Publicado 05/08/2026 • 10:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Eli Lilly divulgou resultados do segundo trimestre muito acima das expectativas e elevou sua projeção de receita para 2026, impulsionada pela forte demanda pelos medicamentos para obesidade Zepbound e para diabetes Mounjaro.
  • A farmacêutica agora espera faturamento entre US$ 85 bilhões e US$ 87 bilhões em 2026, acima da previsão anterior, de US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões.
  • Este é o primeiro balanço que inclui as vendas do novo comprimido para obesidade Foundayo, aprovado nos Estados Unidos em abril.
prédio da Eli Lilly

Eli Lilly divulgou resultados do segundo trimestre que superaram com folga as estimativas do mercado e elevou sua projeção de receita.

A Eli Lilly divulgou nesta quarta-feira (05) resultados do segundo trimestre que superaram com folga as estimativas do mercado e elevou sua projeção de receita para o ano, impulsionada pela demanda contínua por seus medicamentos de sucesso para obesidade e diabetes, Zepbound e Mounjaro.

A gigante farmacêutica agora espera registrar receita entre US$ 85 bilhões e US$ 87 bilhões em 2026, acima da faixa anteriormente projetada, de US$ 82 bilhões a US$ 85 bilhões.

A companhia manteve praticamente inalterada sua projeção de lucro ajustado anual, estimando ganho entre US$ 35,50 e US$ 36,50 por ação, ante previsão anterior de US$ 35,50 a US$ 37 por ação.

Segundo a empresa, a estimativa de lucro operacional foi elevada em US$ 2,78 por ação, no ponto médio da faixa, mas esse efeito foi mais do que compensado por US$ 3,03 por ação em despesas relacionadas a aquisições realizadas durante o trimestre.

Leia também: Fabricante do Ozempic processa Eli Lilly, do Mounjaro, por propaganda enganosa sobre a molécula GLP-1; entenda

As ações da Eli Lilly avançavam mais de 5% nas negociações de pré-mercado nos Estados Unidos.

Impulsionada pela forte geração de caixa proporcionada pelos medicamentos para obesidade e diabetes, a farmacêutica vem promovendo uma das maiores ondas de aquisições de sua história. Em julho, anunciou a compra de uma empresa especializada em medicamentos psicodélicos e, em maio, revelou planos para adquirir três fabricantes de vacinas.

Mesmo com a redução dos preços desses medicamentos nos Estados Unidos, a demanda por Zepbound e Mounjaro continuou sustentando resultados robustos para a companhia.

A receita global do Mounjaro cresceu 91% no segundo trimestre, para US$ 9,94 bilhões, incluindo US$ 4,8 bilhões em vendas nos Estados Unidos. O resultado superou as expectativas dos analistas, que projetavam US$ 8,99 bilhões em vendas globais e US$ 4,44 bilhões no mercado americano, segundo a StreetAccount.

O desempenho internacional foi um dos destaques, com as vendas do medicamento fora dos Estados Unidos avançando 172%.

Leia também: Novo Nordisk e Eli Lilly disputam mercado de pílulas GLP-1 enquanto se preparam para cobertura do Medicare

Já o Zepbound, lançado há cerca de três anos, registrou US$ 4,93 bilhões em receita nos Estados Unidos no segundo trimestre, alta de 44% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento ocorreu apesar da queda no preço médio do medicamento, influenciada, em parte, pelos descontos oferecidos para pagamentos à vista. O mercado esperava vendas de US$ 4,69 bilhões, segundo a StreetAccount.

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O novo comprimido para obesidade da companhia, Foundayo, aprovado nos Estados Unidos em abril, gerou US$ 98 milhões em vendas no segundo trimestre. Analistas consultados pela FactSet estimavam receita próxima de US$ 103 milhões.

Este é o primeiro balanço da Eli Lilly que inclui receitas do medicamento oral da classe GLP-1, que disputa mercado diretamente com o comprimido concorrente lançado pela Novo Nordisk alguns meses antes.

Confira os resultados do segundo trimestre da Eli Lilly em comparação com as estimativas da LSEG:

  • Lucro por ação ajustado: US$ 8,38, ante expectativa de US$ 6,01.
  • Receita: US$ 22,97 bilhões, acima da projeção de US$ 20,73 bilhões.

Nos Estados Unidos, a receita cresceu 33%, para US$ 14,4 bilhões. A empresa informou que o volume de vendas — medido pelo número de prescrições ou unidades comercializadas — aumentou 37%, principalmente graças ao desempenho de Mounjaro e Zepbound. Esse avanço foi parcialmente compensado pela redução dos preços praticados para esses medicamentos.

No mercado internacional, a receita avançou 80%, para US$ 8,6 bilhões, impulsionada por um crescimento de 113% no volume de vendas. O resultado foi parcialmente reduzido por uma queda de 36% nos preços médios, principalmente após a inclusão do Mounjaro na cobertura do sistema público de seguro-saúde da China para tratamento do diabetes tipo 2.

A Eli Lilly registrou lucro líquido de US$ 7,10 bilhões, ou US$ 7,94 por ação, no segundo trimestre, resultado que já considera as despesas de US$ 3,03 por ação relacionadas às aquisições realizadas no período. No mesmo trimestre do ano passado, o lucro líquido foi de US$ 5,66 bilhões, ou US$ 6,29 por ação.

Desconsiderando itens extraordinários ligados à avaliação de ativos intangíveis e outros ajustes, o lucro ajustado ficou em US$ 8,38 por ação.

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Em entrevista concedida no fim de abril, o CEO da Eli Lilly, Dave Ricks, afirmou que espera que a redução dos preços acelere o número de prescrições nos Estados Unidos. Segundo ele, o número global de pacientes em tratamento com medicamentos da classe GLP-1 deve crescer de cerca de 20 milhões, no fim de 2025, para 30 milhões até o fim de 2026.

Tanto a Eli Lilly quanto a Novo Nordisk devem ser beneficiadas pela ampliação da cobertura do Medicare para medicamentos contra a obesidade, medida que entrou em vigor no início de julho e deve impulsionar as vendas ao longo do segundo semestre.

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