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Safra recorde nos EUA pressiona preços do milho no curto prazo
Publicado 29/01/2026 • 13:26 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 29/01/2026 • 13:26 | Atualizado há 2 semanas
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Safra recorde nos EUA pressiona preços do milho no curto prazo
A safra recorde de milho nos Estados Unidos trouxe um viés negativo para os preços do grão no curto prazo, diante do aumento da oferta global e da elevação dos estoques, segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
O relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa de produção de milho do país para 432,4 milhões de toneladas, acima das 425,5 milhões projetadas no mês anterior.
O avanço foi impulsionado por uma produtividade média recorde de 11,7 toneladas por hectare, consolidando o cenário de supersafra.
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O estoque final norte-americano avançou 9,8%, alcançando 56,6 milhões de toneladas, o terceiro maior volume da série histórica. As exportações foram mantidas em 81,3 milhões de toneladas.
Segundo o Itaú BBA, o aumento da produção nos Estados Unidos contribuiu para um maior equilíbrio no quadro global de oferta e demanda, elevando o estoque de passagem da safra 2025/26, ainda que abaixo do nível da temporada anterior.
De acordo com Francisco Queiroz, os dados divulgados pelo USDA consolidaram um viés predominantemente baixista para o milho.
Para o especialista, a combinação entre supersafra e estoques elevados pressiona os preços no curto prazo e amplia a necessidade de produtores e agroindústrias ajustarem estratégias de proteção de margens.
No Brasil, o desenvolvimento da primeira safra de milho manteve-se positivo com as chuvas registradas em dezembro.
As precipitações favoreceram a recuperação das lavouras em Minas Gerais. No Maranhão, Piauí, Bahia e Goiás, houve reação após o período de estresse hídrico. No Rio Grande do Sul, a colheita já começou, com perspectivas favoráveis de produtividade.
Apesar do cenário mais favorável, as chuvas de janeiro seguem determinantes para a confirmação da produção esperada, uma vez que cerca de 50% das lavouras brasileiras estão em fase reprodutiva.
Para a segunda safra, o ritmo de comercialização de fertilizantes está alinhado à média em Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, indicando perspectiva favorável para o plantio.
Em Goiás, São Paulo e Minas Gerais, porém, a compra de insumos para a safra 2026 segue atrasada. Nessas regiões, as decisões de plantio dependem da janela disponível e da evolução das condições climáticas nas próximas semanas.
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