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Aval da Amazonprev para investir no Master saiu 28 dias após troca de comando
Publicado 02/12/2025 • 13:33 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/12/2025 • 13:33 | Atualizado há 2 meses
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Banco Master
O aval para que a Amazonprev investisse R$ 50 milhões em letras financeiras do Banco Master foi assinado 28 dias após a troca de comando no fundo de pensão dos servidores do Amazonas.
A autorização aparece em documento de 31 de julho de 2024 (veja aqui), já sob gestão de Ary Renato Vasconcelos de Souza, ex-contador da campanha de reeleição do governador Wilson Lima, segundo apuração do Estadão.

Procurada pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Amazonprev ainda não havia respondido até o fechamento desta matéria.
O episódio levantou questionamentos no Conselho de Administração da Amazonprev porque a operação não passou pelo rito usual. Segundo conselheiros, o investimento não foi deliberado em reunião formal e não há registro em atas indicando discussão ou aprovação.
Souza assumiu o cargo em 3 de julho de 2024, substituindo Maria Neblina Maraes. Até então, atuava como gerente de administração e finanças do fundo e havia sido secretário de projetos especiais do Estado. Procurado, afirmou que a Amazonprev responderia por ele.
O fundo declarou que o ex-presidente tinha capacidade técnica e estava habilitado para o cargo, acrescentando que sua gestão gerou retorno de R$ 864 milhões conforme normas do RPPS.
Documentos públicos mostram que Souza já aparecia como representante legal em autorizações de investimento datadas de junho de 2024, mesmo antes de sua nomeação oficial. Não há registro do aporte no Banco Master na base de dados do Ministério da Previdência.
A autorização descreve que o investimento teria sido feito em 6 de junho, ainda sob a presidência de Maria Neblina. O documento afirma que o Comitê de Investimentos recebeu e-mail solicitando cotação e possível aquisição dos papéis, desde que superassem a meta atuarial. Maria Neblina disse, por meio de nota, que todos os processos de decisão na Amazonprev são públicos e que, em maio de 2024, o Master estava habilitado pelo Ministério da Previdência a operar com RPPS.
A gestão de Souza durou dez meses. Ele deixou o cargo em maio deste ano e foi substituído por Francisco Evilazio Pereira, ex-secretário de Justiça.
A Amazonprev informa ter R$ 10 bilhões sob gestão e quase 100 mil servidores vinculados. A aplicação no Master representaria menos de 0,5% do total, segundo o fundo, que afirma não haver impacto no pagamento de aposentados e pensionistas. A entidade diz acompanhar o caso após o Banco Central decretar a liquidação do Master em 18 de novembro.
Letras financeiras não têm garantia do FGC. Com a liquidação, o fundo entra na fila de credores e pode registrar perdas. Ao todo, 18 fundos de pensão de Estados e municípios investiram quase R$ 2 bilhões em papéis do banco.
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