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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Philip Morris diz que declínio do cigarro tradicional pode ocorrer nos próximos anos

Publicado 23/07/2026 • 00:30 | Atualizado há 34 minutos

KEY POINTS

  • Jacek Olczak afirma que produtos sem fumaça ganham participação crescente nos negócios da companhia.
  • FDA autorizou alegações de risco reduzido para 20 versões das bolsas de nicotina ZYN.
  • Categoria cresce mais de 20% ao ano e deve atrair novos concorrentes, segundo o executivo.

A Philip Morris International avalia que o avanço dos produtos de nicotina sem fumaça pode acelerar o declínio dos cigarros tradicionais nos próximos anos. A companhia também aposta nas autorizações regulatórias obtidas nos Estados Unidos para ampliar a adesão às novas categorias.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO da empresa, Jacek Olczak, afirmou que os resultados do segundo trimestre refletiram um desempenho orgânico sólido, além de avanços considerados estratégicos para o futuro da companhia.

“O futuro sem o cigarro está ao nosso alcance. A questão é se queremos esperar 10, 20 ou 30 anos. Podemos resolver o problema nos próximos anos”, disse.

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Produtos sem fumaça ganham espaço

O executivo afirmou que a companhia segue avançando na transição para produtos que não envolvem a combustão do tabaco.

Segundo Olczak, a participação desses itens nos resultados aumenta a cada trimestre, apoiada principalmente pelas bolsas de nicotina ZYN e pelo sistema de tabaco aquecido IQOS.

“É assim que estamos construindo o presente e o futuro da empresa, e os resultados falam por si”, afirmou.

O CEO disse que a empresa mantém posições de liderança em segmentos relevantes do mercado sem fumaça, embora reconheça que o crescimento da categoria atrairá mais concorrentes.

FDA autoriza alegação de risco reduzido para o ZYN

Olczak destacou a decisão da agência reguladora americana, a FDA, de classificar versões do ZYN como produtos de tabaco de risco modificado.

A autorização permite que 20 variantes do produto sejam comercializadas nos Estados Unidos com alegações de risco reduzido em comparação com o consumo de cigarros. O ZYN tornou-se a primeira bolsa de nicotina a receber esse tipo de autorização. 

“Isso dá clareza e transparência para que os consumidores façam escolhas mais inteligentes”, afirmou.

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Segundo o executivo, o processo de avaliação foi longo porque envolveu a análise de um amplo conjunto de evidências científicas.

Olczak disse que a decisão tem impacto não apenas para os consumidores americanos, mas também pode influenciar a discussão regulatória em outros países.

Concorrência deve aumentar

O CEO afirmou que o mercado de bolsas de nicotina cresce mais de 20% ao ano, ritmo que tende a atrair novas empresas.

“Obviamente, isso atrairá muita concorrência”, disse.

Para Olczak, a entrada de novos participantes pode aumentar a credibilidade da categoria, desde que os produtos cumpram as regras regulatórias e os padrões de qualidade.

A Philip Morris considera que possui uma vantagem por ter entrado antes nesse mercado e por manter uma carteira diversificada de produtos sem fumaça.

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Câmbio leva companhia a ajustar perspectiva

Olczak afirmou que a Philip Morris encerrou o primeiro semestre com desempenho operacional positivo, mas precisou ajustar parte das projeções por causa das variações cambiais.

Segundo ele, o câmbio funcionou como um fator favorável no período, embora a volatilidade das moedas torne incerto quanto desse benefício permanecerá até o fim do ano.

“As taxas de câmbio atuais nos obrigam a revisar a perspectiva em alguns centavos. Mas essa questão é volátil e reflete o que acontece na geopolítica e em outros fatores ao redor do mundo”, afirmou.

O executivo disse estar mais satisfeito com os avanços estratégicos e regulatórios do trimestre do que apenas com os números financeiros.

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