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Preços do petróleo sobem enquanto Trump ameaça atacar a infraestrutura crítica do Irã

Publicado 22/07/2026 • 21:43 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Os preços do petróleo subiram depois que Trump ameaçou atacar a infraestrutura iraniana em resposta aos ataques à navegação no Estreito de Ormuz.
  • O Irã alertou que atacará infraestruturas ligadas aos EUA e instalações energéticas regionais caso Washington leve adiante suas ameaças.

Os preços do petróleo subiram na quinta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear a infraestrutura iraniana em resposta a quaisquer ataques a navios que transitassem pelo Estreito de Ormuz, aumentando os temores de uma escalada ainda maior no conflito que já interrompeu o fornecimento de petróleo bruto.

Os contratos futuros do petróleo Brent para entrega em setembro subiram 2%, para US$ 95,99 por barril. Os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA avançaram cerca de 1,7%, para US$ 88,27 por barril.

Na quarta-feira, Trump ameaçou que “A partir de agora, sempre que a República Islâmica do Irã atirar em um navio no Estreito de Ormuz, seja com míssil, foguete, drone ou qualquer outro dispositivo ou arma, os Estados Unidos bombardearão e destruirão UMA PONTE OU USINA ELÉTRICA.”

O Irã respondeu alertando que retaliaria contra infraestruturas e ativos energéticos ligados aos EUA em toda a região caso Washington levasse adiante esses ataques.

“Se os americanos atacarem uma ponte ou uma usina elétrica no Irã, o Irã, por sua vez, atacará infraestruturas e pontes na região, incluindo instalações de energia onde os Estados Unidos têm interesses”, disse uma fonte militar iraniana não identificada à agência de notícias estatal Tasnim.

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Na quarta-feira, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que o Irã não estava “levando a sério” a possibilidade de chegar a um acordo com Washington, embora tenha mantido que os EUA permaneciam “comprometidos com a diplomacia” no Oriente Médio.

A recente alta do petróleo reflete preocupações renovadas sobre o Estreito de Ormuz após o rompimento do cessar-fogo entre os EUA e o Irã, disse o HSBC em nota divulgada na noite de quarta-feira, alertando que a perspectiva agora depende de a diplomacia conseguir restabelecer os fluxos marítimos previsíveis.

“Desde 7 e 8 de julho, o cessar-fogo tem se deteriorado, uma vez que os ataques iranianos contra embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz provocaram ataques retaliatórios dos EUA”, disse Kim Fustier, analista sênior global de petróleo e gás do banco.

“A questão central permanece sem solução: se a passagem será administrada e por quem. Em retrospectiva, quanto mais o tráfego aumentava na faixa omanita administrada pelos EUA, menos esse resultado era conveniente para o Irã”, acrescentou Fustier.

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