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Anfavea: Brasil tem produção e vendas de automóveis recorde no mês de julho; eletrificados saltam de 11% para 23% de participação
Publicado 07/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 07/08/2026 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
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Pixabay
Anfavea confirma julho recorde em vendas e maior crescimento em produção
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou nesta sexta-feira (7) o balanço de julho da indústria automotiva. Segundo a entidade, a produção de veículos somou 253,9 mil unidades no mês, alta de 3,1% sobre junho e de 5,9% sobre julho de 2025. As vendas, por sua vez, chegaram a 279,5 mil emplacamentos, o maior volume do ano.
De acordo com o balanço, o acumulado do ano soma 1,63 milhão de veículos produzidos, alta de 8,3% sobre o mesmo período de 2025. O resultado coloca o Brasil na segunda posição em crescimento entre os países produtores de veículos.
Conforme os dados apresentados, apenas a Índia registrou expansão maior no período, de 14,5%. Japão teve alta de 2,9%, enquanto Estados Unidos e China recuaram no primeiro semestre, 11,7% e 4%, respectivamente.
“É um resultado expressivo da nossa indústria, apesar das dificuldades nas exportações e da entrada de importados bem acima da média dos anos anteriores”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.
Leia também: Anfavea espera alta nas vendas de veículos com avanço do crédito para taxistas e motoristas de aplicativo
Ainda segundo o balanço, as exportações somaram 39,3 mil unidades embarcadas em julho, alta de 6,8% sobre junho. No acumulado do ano, porém, o recuo é de 20,8%, puxado pela queda de 35,4% nos envios à Argentina, principal parceiro comercial do setor. Com exceção da Colômbia, houve redução dos embarques para todos os países da América Latina.
Na direção oposta, as importações somaram 344,1 mil veículos nos sete primeiros meses do ano, alta de 25,7% sobre o mesmo período de 2025. A China mais que dobrou os envios ao Brasil, com alta de 105,4%, e o México ampliou os seus em 23,8%.
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Siga o Times | CNBC“Esse volume de quase 350 mil é maior do que a produção no período da maioria das fábricas das nossas associadas, o que indica que poderíamos estar gerando mais demanda para nossas fábricas e fornecedores e, por tabela, mais empregos”, afirmou Calvet.
Nas concessionárias, o movimento também cresceu em julho, apesar do período de férias escolares. Os emplacamentos somaram 279,5 mil autoveículos, alta de 2,6% sobre junho e de 14,9% sobre julho de 2025. No acumulado, o setor superou 1,7 milhão de unidades, alta de 17,9% sobre o mesmo período do ano passado.
Na média diária de vendas, contudo, houve retração. Julho teve 23 dias úteis, ante 21 em junho, e a média de 12,2 mil unidades por dia é a menor em quatro meses. Ainda assim, o volume fica acima das 10,6 mil unidades diárias de julho de 2025, ritmo que sustenta a projeção da Anfavea de alta de 12,1% nas vendas no ano.
Em julho, os veículos eletrificados atingiram participação de 23,5% do total de registros no país, acima da previsão da entidade. Há um ano, elétricos e híbridos somados não chegavam a 11% das vendas. No acumulado do ano, o crescimento é de 120,8%.
Apenas os elétricos puros emplacaram 25,8 mil unidades em julho, número mais alto da série histórica da Anfavea.
No segmento de pesados, os caminhões tiveram novo mês de recuperação, impulsionados pelos financiamentos do programa federal Move Brasil. Julho foi o melhor mês do ano no segmento, com 11,7 mil emplacamentos. O acumulado, de 60,6 mil unidades, ainda fica 7,2% abaixo do registrado em 2025, diferença que já foi superior a 30% no início do ano.
Já os ônibus formam o segmento de pior desempenho em 2026, com queda de 10,7% no acumulado e 12,5 mil unidades vendidas. Dificuldades na execução do programa Caminhos da Escola respondem pelo recuo. O setor aposta na feira Lat.Bus, que ocorre na próxima semana no São Paulo Expo, para impulsionar o segmento com o lançamento de produtos e a atração de clientes nacionais e internacionais.
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