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CNBCFabricante do Mounjaro, Eli Lilly divulga balanço nesta quinta-feira (29); veja o que esperar dos resultados

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Volkswagen mantém guidance para 2026, soma prejuízo de 5,86 bilhões de euros e acelera reestruturação do grupo

Publicado 29/10/2026 • 09:57 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Volkswagen mantém previsão de receita de € 315 bilhões em 2026, apesar dos desafios globais e da pressão sobre as margens.
  • Montadora amplia meta de cortes para 100 mil empregos na Alemanha até 2030 e reduz pela metade o portfólio de modelos.
  • Receita do terceiro trimestre cai 6,3%, para € 75,28 bilhões, enquanto prejuízo operacional chega a € 5,86 bilhões.

Foto: Unsplash

Um trimestre de baixas contábeis e de queda nas entregas levou a Volkswagen a reforçar a urgência de seu plano de reestruturação. O grupo divulgou os resultados de julho a setembro nesta quinta-feira (29) e reiterou a projeção para o ano, segundo o Wall Street Journal.

A montadora alemã reduziu a estimativa de lucro em setembro, ao sinalizar cerca de 10 bilhões de euros em baixas contábeis em 2026. Os valores estão ligados à participação na Porsche, às condições difíceis na China e aos custos da própria reestruturação.

Leia também: Volkswagen estuda congelar salários de 660 mil funcionários até 2030

Volkswagen reitera projeção anual de 2026

A projeção mantida prevê receita de cerca de 315 bilhões de euros no grupo e retorno operacional sobre as vendas de até 1%. Para a divisão automotiva, a empresa estima fluxo de caixa líquido entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros.

Diante do avanço dos desafios no setor, a Volkswagen prometeu intensificar as medidas para reduzir a base de custos. O diretor financeiro, Arno Antlitz, listou as pressões que o grupo enfrenta. “As tarifas dos EUA pesam sobre nós, o mercado chinês está encolhendo e a pressão competitiva na Europa está aumentando de forma significativa”, afirmou.

Antlitz também citou o desempenho dos carros elétricos. “Atualmente, ganhamos menos com veículos elétricos do que com veículos a combustão”, disse.

Prejuízo operacional supera estimativa da FactSet

A receita do terceiro trimestre caiu 6,3%, para 75,28 bilhões de euros, ante 80,31 bilhões de euros em igual período de 2025. O prejuízo operacional chegou a 5,86 bilhões de euros, contra perda de 1,3 bilhão de euros um ano antes, e a margem operacional ficou em -7,8%.

Levantamento da FactSet com analistas indicava prejuízo operacional de 5,79 bilhões de euros sobre receita de 78 bilhões de euros. Antes da divulgação, as ações acumulavam queda de 18% em 12 meses, cotadas a 74,85 euros.

Custos não recorrentes e China pesam no balanço

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O resultado incorporou custos não recorrentes de 7,8 bilhões de euros, ligados às baixas contábeis já anunciadas e às despesas com a venda planejada da fábrica de Osnabrück. Antes do balanço, o RBC Capital Markets projetava a baixa de 6 bilhões de euros no ágio da Porsche, sem efeito no caixa, e cerca de 2 bilhões de euros em encargos adicionais. Esse segundo grupo reúne a ampliação de planos de aposentadoria antecipada, a venda de Osnabrück e perdas de valor em joint ventures na China.

O Citi já alertava que o lucro da Volkswagen é difícil de prever por causa do calendário e dos encargos da reestruturação. O banco estimava 8 bilhões de euros em custos excepcionais no terceiro trimestre, 2 bilhões no quarto e 6 bilhões em 2027.

Além disso, pesaram o mercado chinês fraco, a pressão global sobre preços e a concorrência, bem como a maior fatia de elétricos nas vendas, com margens menores.

Entregas caem 14% e meta de 2026 recua para 8,2 milhões

As entregas de veículos no trimestre recuaram 14%, para 1,89 milhão de unidades. Para o ano, a empresa espera entregar cerca de 8,2 milhões, ante 9 milhões em 2025, principalmente por causa da queda forte na China.

Volkswagen dobra corte de vagas a 100 mil

O plano original previa um acordo com os sindicatos para cortar 50 mil vagas na Alemanha até 2030. O conselho de supervisão aprovou em setembro uma ampliação que eleva a meta para 100 mil demissões e reduz à metade o portfólio de modelos. A companhia tinha 648 mil funcionários em setembro.

Junto com os cortes e a linha mais enxuta, o grupo busca estruturas organizacionais mais simples, menor custo dos veículos, redução de despesas gerais, ganho de eficiência nas fábricas e desenvolvimento mais rápido de tecnologia. O grupo reúne marcas como Volkswagen, Audi e Porsche.

Antlitz cobra execução rápida do plano

A empresa afirmou que, com o balanço do trimestre e dos nove meses, a prioridade passa a ser a execução rápida e consistente das medidas. “Os resultados dos nove meses deixam uma coisa clara. Não podemos perder tempo e precisamos agir com rapidez e decisão”, disse Antlitz.

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