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Motiva investe R$ 50 milhões em frota eletrificada e prevê 125 veículos até fim de 2026

Publicado 22/08/2026 • 20:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A Motiva Rodovias opera atualmente 78 veículos elétricos ou híbridos e prevê acrescentar outros 47 até dezembro.
  • Novos veículos já estão em concessões como Anhanguera-Bandeirantes, Dutra, Fernão Dias e BR-163/MS, além de operações metroferroviárias.
  • Companhia afirma ter reduzido em 61% as emissões diretas e associadas ao consumo de energia entre 2019 e 2025.

Divulgação/Motiva

A Motiva está investindo cerca de R$ 50 milhões para ampliar o uso de veículos elétricos e híbridos em suas concessões de rodovias e operações sobre trilhos. A companhia pretende chegar ao fim de 2026 com 125 veículos eletrificados na frota rodoviária, entre carros de inspeção, guinchos e viaturas de resgate.

Atualmente, são 78 veículos elétricos ou híbridos nas rodovias administradas pelo grupo. A previsão é incorporar outros 47 até dezembro.

O plano começou no fim de 2024 e faz parte da estratégia da Motiva para reduzir as emissões geradas diretamente por suas operações. A empresa estabeleceu metas de redução de 59% das emissões dos escopos 1 e 2 até 2033 e de neutralização dessas emissões até 2035.

Segundo a companhia, as emissões dos dois escopos já haviam caído 61% no fim de 2025 em relação a 2019. O escopo 1 reúne emissões geradas diretamente pelas atividades da empresa, enquanto o escopo 2 considera aquelas associadas à energia elétrica consumida.

Leia também: Motiva amplia lucro em 57,5% com novas concessões e avanço operacional no segundo trimestre

Eletrificação chega aos principais corredores

A frota eletrificada já está distribuída por algumas das principais concessões rodoviárias da Motiva.

No sistema Anhanguera-Bandeirantes, administrado pela AutoBan, são sete veículos, seis elétricos e um híbrido. A concessionária também instalou em Nova Odessa, no interior paulista, uma base operacional composta por guincho leve, viatura de resgate e carro de inspeção eletrificados.

Na Rodovia Presidente Dutra, são nove veículos. A BR-163, em Mato Grosso do Sul, tem cinco; o Rodoanel Oeste, seis; e o sistema Raposo-Castello Branco, outros cinco.

As concessões mais recentes também já incorporaram veículos eletrificados. A operação do Lote 3 de rodovias do Paraná tem 19 unidades, enquanto a concessão da região de Sorocaba possui sete.

Na Fernão Dias, assumida pela Motiva em abril, a previsão é chegar a 16 veículos eletrificados em setembro.

A companhia afirma que a substituição gradual da frota contribuiu para uma redução de 8% das emissões de sua plataforma de rodovias em 2025, na comparação com o ano anterior.

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Projeto avança para metrôs e aeroportos

A eletrificação também começou a chegar às operações sobre trilhos. A Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo recebeu três veículos leves para atividades operacionais. Na Bahia, três ônibus elétricos fazem o transporte entre a estação Aeroporto do metrô e o terminal internacional de Salvador.

Segundo a Motiva, os ônibus de Salvador evitaram a emissão de 140 toneladas de CO2 equivalente desde o início da operação, em 2025, na comparação com veículos convencionais a diesel.

Nos aeroportos, a empresa também vem substituindo parte da frota.

O BH Airport investiu cerca de R$ 5 milhões neste ano para comprar dois ônibus elétricos destinados ao transporte de passageiros. A estimativa da concessionária é evitar 42,1 toneladas de CO2 equivalente por ano.

O terminal de Confins já utilizava quatro carros elétricos no transporte de equipes no pátio. O Aeroporto de Goiânia, também administrado pela Motiva, passou a utilizar um ônibus elétrico com capacidade para até 80 passageiros.

Leia também: Estratégia de eficiência operacional deve acelerar crescimento, diz executiva da Motiva

Frota é uma das frentes para reduzir emissões

A eletrificação ganha peso porque veículos e equipamentos móveis respondem pela maior parcela das emissões diretas da Motiva.

Segundo a companhia, a combustão móvel representa aproximadamente 69% das emissões de escopo 1. Vazamentos de gases usados, por exemplo, em sistemas de refrigeração respondem por outros 22%.

Além da substituição de veículos a combustão, o plano prevê ampliar o uso de combustíveis de menor emissão nos equipamentos que ainda não podem ser eletrificados e adotar sistemas de refrigeração mais eficientes nas operações de metrô e trens.

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