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58% dos brasileiros querem comprar mais marcas próprias, diz pesquisa
Publicado 31/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/08/2026 • 23:59 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
58% dos brasileiros querem comprar mais marcas próprias, diz pesquisa
As marcas próprias ganharam espaço nas escolhas dos consumidores e ainda têm potencial para avançar no varejo brasileiro. Segundo dados da NielsenIQ, 58% dos consumidores afirmam que pretendem aumentar a compra desses produtos. Atualmente, 30% das famílias brasileiras já consomem itens de marcas próprias.
Esse movimento ocorre mesmo com uma participação ainda pequena da categoria no mercado nacional. Em 2025, as marcas próprias representavam 1,8% do mercado brasileiro, o que indica espaço para expansão nos próximos anos.
Leia também: EXCLUSIVO: Avanço das marcas próprias movimenta bilhões no varejo brasileiro e atinge 30% dos lares
Embora o preço continue entre os principais fatores de decisão, as marcas próprias deixaram de disputar espaço apenas pelo menor valor. Na América Latina, 91% dos entrevistados apontam a relação entre preço e benefício como um dos motivos para escolher esses produtos. A disponibilidade aparece em seguida, com 89%, enquanto 87% consideram a qualidade importante.
Com isso, os varejistas ampliaram a oferta para diferentes perfis de consumidores. Além dos supermercados e hipermercados, produtos de linhas exclusivas já aparecem em drogarias, perfumarias, lojas de departamento e estabelecimentos voltados para artigos domésticos. Algumas empresas mantêm mais de três marcas próprias.
O avanço da categoria também movimenta a indústria fornecedora. Dados da Amicci, apresentados com exclusividade ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, mostram que a empresa trabalhou, ao longo de uma década, com mais de 4,3 mil indústrias fornecedoras e aproximadamente 300 redes varejistas.
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Siga o Times | CNBCNesse período, foram lançados 15,5 mil produtos. As vendas para as indústrias participantes ultrapassaram R$ 23 bilhões. Além disso, a operação gerou uma economia estimada em mais de R$ 4,7 bilhões para os consumidores.
Leia também: Executiva da Retail Mind revela como multifranqueados aceleram expansão de grandes marcas no Brasil
O setor de alimentação reúne a maior parcela das redes que trabalham com marcas próprias. Um levantamento do Instituto Retail Think Tank (IRTT), em parceria com a Amicci, identificou esse tipo de operação em 66 das 300 empresas analisadas no Ranking IRTT TOP 300.
Entre as 19 grandes redes estão Grupo Carrefour Brasil, Assaí, GPA, Super Muffato, Mart Minas, Rede Smart Supermercados – Martins, Plurix, Tenda, Grupo Supernosso, Giassi & Cia, Supermercado Bahamas, Angeloni, Tauste, Nordestão, AM PM, BR Mania, St. Marché, Andorinha Hipercenter e Hirota Food Supermercados.
A frequência das compras no varejo alimentar favorece esse avanço, enquanto as redes conseguem desenvolver linhas específicas para diferentes categorias. Assim, a intenção de compra indicada pela NielsenIQ reforça o potencial de crescimento das marcas próprias no país.
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