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Fachada de prédio com logo da Oracle

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Oracle integra ChatGPT e Codex a seus aplicativos e amplia linha de chips para computação em nuvem

Publicado 27/10/2026 • 20:12 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • Oracle is adding OpenAI’s ChatGPT and Codex to its application stack, extending enterprise access to OpenAI tools.
  • Oracle said OCI will add Google TPUs, OpenAI’s Jalapeño chip and Cerebras hardware as customers seek more silicon options.
  • OpenAI CEO Sam Altman is set to join Oracle co-CEO Clay Magouyrk for a keynote at Oracle AI World.

A Oracle anunciou nesta terça-feira uma ampliação de sua colaboração com a OpenAI, que levará o ChatGPT e o Codex, ferramentas do laboratório de inteligência artificial, aos aplicativos da desenvolvedora de software para tornar os bancos de dados mais funcionais.

Mahesh Thiagarajan, presidente de Cloud Infrastructure da Oracle, disse à CNBC durante o Oracle AI World, em Las Vegas, que o uso do ChatGPT “permite que qualquer pessoa desenvolva um aplicativo, implemente-o e gerencie-o”.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, deve subir ao palco ao lado de Clay Magouyrk, co-CEO da Oracle, para uma palestra principal do Oracle AI World nesta terça-feira, às 12h40 (horário da Costa Leste dos Estados Unidos).

Para a OpenAI, o anúncio representa mais um exemplo do avanço do laboratório de fronteira no mercado corporativo, apenas um dia depois de sua principal concorrente, a Anthropic, ter apresentado seu documento S-1 como parte dos preparativos para uma oferta pública inicial de ações (IPO).

O banco de dados da Oracle desempenha um papel fundamental na infraestrutura de empresas dos setores de saúde e financeiro, sendo utilizado para registrar e proteger informações. Thiagarajan afirmou que sua equipe acompanhou o treinamento do modelo GPT-6 Astra, da OpenAI, no complexo de centros de dados Stargate da Oracle, em Abilene, no Texas, e conseguiu observar os benefícios em tempo real.

“Mais empresas estão escolhendo a OpenAI à medida que facilitamos a aplicação prática da inteligência artificial por meio das ferramentas e dos sistemas que elas já utilizam”, afirmou Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, em comunicado à imprensa.

A Oracle também anunciou nesta terça-feira que disponibilizará diferentes tipos de hardware em sua infraestrutura de nuvem, incluindo os chips de inteligência artificial de processamento tensorial (TPUs) do Google e o chip Jalapeño, da OpenAI.

“Agora, os clientes podem ter, de fato, possibilidades infinitas em relação à forma como utilizam a inteligência artificial”, afirmou Thiagarajan.

É a primeira vez que os chips personalizados do Google serão executados na nuvem de outro provedor de serviços em hiperescala. A iniciativa ilustra como as empresas buscam cada vez mais oportunidades para disponibilizar seus hardwares aos laboratórios que desenvolvem modelos de IA de ponta.

Thiagarajan acrescentou que a escassez de chips continua sendo um problema e que clientes como a OpenAI podem se beneficiar da possibilidade de escolher entre diferentes aceleradores. Questionado se a iniciativa representa uma mudança de estratégia em relação às GPUs da Nvidia, Thiagarajan respondeu que não. Ele acrescentou que os chips da Nvidia são “os melhores e mais versáteis” e que o mercado de inteligência artificial continua sendo extremamente amplo.

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O chip Jalapeño, da OpenAI, e os equipamentos da Cerebras também serão executados na Oracle Cloud Infrastructure. O acordo com a Cerebras é relevante, mas a fabricante de chips de IA não divulgará sua dimensão porque está em período de silêncio, afirmou um porta-voz da empresa.

As ações da Cerebras subiram cerca de 8% após a notícia. Os papéis da Oracle avançaram quase 5% nesta terça-feira.

O anúncio ocorre sete meses depois de a Amazon Web Services, líder do mercado de computação em nuvem, anunciar planos para incorporar o hardware da Cerebras a seus centros de dados, em um importante reconhecimento da tecnologia da empresa.

Thiagarajan também comentou o centro de dados multibilionário da Oracle no Novo México, chamado Project Jupiter, e a resistência que o empreendimento vem enfrentando por parte da comunidade local. Ele afirmou que o Jupiter representa apenas um dos 30 a 40 projetos de centros de dados que a empresa desenvolve por trimestre.

“Na verdade, não estamos muito preocupados com o que estamos fazendo, porque acredito que estamos construindo uma infraestrutura global”, disse.

Uma audiência para tratar das licenças relacionadas à qualidade do ar está marcada para 7 de dezembro em Sunland Park, onde o controverso centro de dados já começou a ser construído. A resistência política ao projeto levou a Oracle a enviar, no mês passado, uma notificação de força maior à sua financiadora, a Blue Owl Capital. Atualmente, a Oracle mantém que o empreendimento está dentro do cronograma.

Investidores agora aguardam o dia do investidor da Oracle, quando deverão avaliar se a empresa conseguirá cumprir suas metas de receita para o ano fiscal de 2030 e se o perfil de margens de seus contratos de computação em nuvem mudou em razão do aumento do custo de capital.

Analistas do Bank of America escreveram a clientes que esperam esclarecimentos sobre atualizações dos principais projetos de centros de dados da Oracle durante o encontro.

As ações da Oracle acumulam queda superior a 30% neste ano, em parte devido às preocupações sobre como a empresa pretende financiar seu ambicioso portfólio de projetos de infraestrutura digital.

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