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Nos EUA, Flávio Bolsonaro se diz “verdadeiro presidente eleito” e acusa fraude na eleição
Publicado 28/10/2026 • 17:04 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 28/10/2026 • 17:04 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
Em declaração divulgada após chegar a Miami, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusou, sem apresentar provas no documento, a existência de fraude na eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem conceder entrevista coletiva, o parlamentar preferiu divulgar um pronunciamento por escrito, no qual contesta o resultado das urnas, critica o Supremo Tribunal Federal (STF) e anuncia que pretende liderar a oposição brasileira a partir do exterior.
“Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, afirmou o parlamentar no documento de três páginas. Flávio disse que viajou acompanhado da família por considerar que seria alvo de perseguição política e judicial. As acusações feitas por ele são alegações do senador.
Leia também: Flávio Bolsonaro chega a Miami em jato particular após deixar o Brasil sem entregar passaporte
A declaração foi divulgada depois de Flávio desembarcar na Flórida em um jato particular, após passar pela Argentina e fazer escala no Equador. A viagem ocorreu apesar de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse os passaportes e não deixasse o país. O senador não cumpriu o prazo para a entrega dos documentos.
Ao se dirigir ao “povo brasileiro e à comunidade internacional”, Flávio afirmou ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. O candidato derrotado no segundo turno de domingo (25) acusou o processo eleitoral de fraude e alegou que a prorrogação da votação teria favorecido Lula. O texto não apresenta provas capazes de demonstrar as irregularidades que ele afirma terem ocorrido.
O senador também afirmou que supostos abusos de poder político e econômico justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele atribuiu ao Judiciário uma perseguição contra sua família e disse que não há mandado de prisão em seu nome. A Polícia Federal esclareceu nesta quarta-feira que o descumprimento de restrições de viagem, por si só, não torna uma pessoa automaticamente foragida.
Leia também: PF afirma que Flávio Bolsonaro não é automaticamente foragido mesmo após viajar aos EUA
Flávio agradeceu ao presidente americano Donald Trump e ao presidente argentino Javier Milei. No pronunciamento, afirmou que Trump e o governo dos Estados Unidos acolheram sua família e ofereceram a segurança jurídica que, segundo ele, já não existe no Brasil. O governo americano anunciou a concessão de vistos ao senador e a seus familiares.
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Siga o Times | CNBCAo justificar a permanência fora do país, o parlamentar comparou sua situação à de personagens históricos que atuaram no exílio, citando Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. Mencionou ainda opositores venezuelanos como Juan Guaidó, Edmundo González e María Corina Machado para sustentar sua interpretação de que poderá exercer liderança política a distância.
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou, em mensagem dirigida a senadores, deputados e governadores. Flávio citou nominalmente Rogério Marinho, a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.
Leia também: Flávio disse que não sairia do País e entregaria o passaporte à PF um dia antes de fugir
O senador prometeu se pronunciar regularmente nos próximos dias e apresentar uma estratégia de mobilização da oposição “por todos os meios pacíficos e legítimos”. Também pediu que a comunidade internacional não normalize o que descreveu como uma situação de perseguição política no Brasil.
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA 🇧🇷
28.10.26 https://t.co/TkWzSVjbp0— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 28, 2026
A saída do país ocorreu depois de Flávio afirmar publicamente, na segunda-feira (26), que não pretendia viajar e que entregaria os passaportes à Polícia Federal. Na terça-feira (27), ele atravessou a fronteira com a Argentina acompanhado da mulher e das duas filhas. O voo para Miami evitou o espaço aéreo brasileiro.
No encerramento da declaração, Flávio voltou a rejeitar a ideia de abandono de seus apoiadores: “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”. Disse ainda que sua atuação política continuará depois da eleição de 25 de outubro.
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