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EXCLUSIVO: ‘Licença do Banco Central marca a transição do ambiente de fintechs para instituições robustas’, diz CEO da Avenue

Publicado 06/01/2026 • 21:26 | Atualizado há 15 horas

KEY POINTS

  • A estrutura do mercado de investimentos internacionais para brasileiros atingiu um novo nível de maturidade institucional após o Banco Central conceder a licença para a Avenue operar como banco de investimento.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO Roberto Lee afirmou que o aval do Banco Central encerra a fase da companhia como "aposta de fintech" para posicioná-la como uma instituição de infraestrutura bancária completa.
  • Com o novo escopo, a empresa elimina a dependência de terceiros em operações cambiais e amplia sua autonomia para estruturar negócios complexos entre diferentes jurisdições.

A estrutura do mercado de investimentos internacionais para brasileiros atingiu um novo nível de maturidade institucional após o Banco Central conceder a licença para a Avenue operar como banco de investimento.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO Roberto Lee afirmou que o aval do Banco Central encerra a fase da companhia como “aposta de fintech” para posicioná-la como uma instituição de infraestrutura bancária completa.

Com o novo escopo, a empresa elimina a dependência de terceiros em operações cambiais e amplia sua autonomia para estruturar negócios complexos entre diferentes jurisdições.

“A parte central da nossa atividade é ajudar o brasileiro a diversificar seu patrimônio. Até hoje, atuávamos como uma estrutura de corretora de câmbio, o que limitava volumes e tipos de operação. Com essa nova licença, passamos a ter uma infraestrutura capaz de servir o cliente final de ponta a ponta em qualquer tipo de volume, marcando a chegada de mais robustez, governança e segurança para a expansão da poupança nacional rumo ao exterior”, explicou o executivo.

Stablecoins e o futuro do consumo entre fronteiras

Além da consolidação no câmbio tradicional, a Avenue prepara o lançamento de novos serviços digitais, com foco em stablecoins e operações de financiamento. Lee acredita que as moedas digitais com paridade em moedas nacionais facilitarão o uso de capital estrangeiro não apenas para investimentos, mas para o consumo do dia a dia.

O objetivo é integrar a tecnologia à jornada do cliente de forma que o uso de múltiplas moedas torne-se uma prática cotidiana, superando as barreiras atuais de custo e tempo das transações internacionais.

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“Apostamos muito nessa infraestrutura; eu acho que ela vem para dominar no longo prazo. Em muito pouco tempo, veremos cidadãos no mundo inteiro utilizando vários tipos de moeda no seu cotidiano de consumo. Iniciamos as atividades o quanto antes para irmos aprendendo a atuar nesse mercado à medida que ele evolui, pois a potência tecnológica das stablecoins é fantástica”, destacou Lee ao projetar o cenário de 2026.

Expansão na América Latina e parceria com o Itaú

O novo posicionamento competitivo também acelera a expansão geográfica da companhia, que já iniciou experimentos no mercado chileno. Utilizando a capilaridade de seu sócio majoritário, o Banco Itaú, a Avenue pretende replicar seu modelo de negócios em outras regiões da América Latina.

Para o CEO, a robustez regulatória alcançada no Brasil permite que a empresa compita “de igual para igual” com players globais, oferecendo um nível de transparência e acesso que antes era restrito a investidores de altíssimo patrimônio.

“Esta categoria de investimentos internacionais ganhou proporções e responsabilidades muito grandes na sociedade brasileira. Não é mais uma aposta de tecnologia, e sim de instituições financeiras enraizadas e globais. O passo que demos no Brasil com a licença de banco garante um nivelamento competitivo importante. Outras licenças devem vir ao longo do tempo, mas agora estamos preparados para executar nossas atividades sem nenhum tipo de dependência externa”, concluiu Roberto Lee.

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