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CEO da Heineken renuncia após seis anos em meio à queda nas vendas globais de cerveja

Publicado 12/01/2026 • 10:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • CEO da Heineken renuncia poucos meses após lançar a estratégia 2030.
  • Queda no consumo de cerveja e margens comprimidas desafiam a indústria.
  • Sucessor terá de entregar crescimento, eficiência e retorno ao acionista em ambiente volátil.

O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, renunciou de forma inesperada nesta segunda-feira, após seis anos no comando da segunda maior cervejaria do mundo e poucos meses depois de apresentar a nova estratégia da companhia até 2030.

Van den Brink assumiu a liderança em junho de 2020, no auge da pandemia de Covid-19, e conduziu a empresa por um período marcado por inflação de custos, pressão sobre margens, queda no consumo de cerveja e desempenho abaixo de concorrentes em eficiência e retorno ao acionista.

A Heineken informou que iniciará imediatamente a busca por um sucessor. Van den Brink deixará oficialmente o cargo em 31 de maio, mas permanecerá como consultor por oito meses, a partir de junho.

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Transição em momento sensível

Em comunicado conjunto, o executivo e o presidente do conselho de supervisão, Peter Wennink, afirmaram que este é o momento adequado para uma mudança de liderança, considerando o novo ciclo estratégico anunciado em outubro.

“A Heineken chegou a um estágio em que uma transição de liderança servirá melhor à execução de suas ambições de longo prazo”, disse Van den Brink, acrescentando que seguirá totalmente focado na execução da estratégia até sua saída.

Após o anúncio, as ações da Heineken caíam cerca de 2% no início do pregão europeu.

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Setor sob pressão estrutural

A saída de Van den Brink ocorre em um contexto mais amplo de troca de CEOs no setor de bens de consumo, após anos difíceis marcados por queda do poder de compra dos consumidores; custos elevados de insumos e logística e demanda fraca por bebidas alcoólicas.

As cervejarias enfrentam dificuldades para impulsionar volumes, com tentativas de recuperação frustradas por clima adverso, incertezas políticas e mudanças no comportamento do consumidor, sobretudo entre os mais jovens, que bebem menos.

Além disso, analistas apontam riscos adicionais, como: novos concorrentes; medicamentos para perda de peso, que podem reduzir o consumo de alimentos e bebidas; pressão regulatória e ESG.

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Desafios para o próximo CEO

Quem assumir o comando da Heineken terá de entregar as metas da estratégia 2030, que incluem:

  • foco maior em marcas e mercados prioritários (como Heineken, Amstel e Tiger);
  • crescimento de vendas e rentabilidade;
  • ganhos de eficiência e redução de custos;
  • melhor retorno ao acionista, em meio a um ambiente macro volátil.

Durante seu mandato, Van den Brink lidou com:

  • disrupções em mercados-chave, como Nigéria e Vietnã;
  • críticas de investidores sobre a qualidade do guidance;
  • aquisições relevantes na Índia e África do Sul;
  • reestruturações internas profundas;
  • e uma disputa de preços com varejistas europeus em 2025, que levou marcas da empresa a serem retiradas temporariamente das prateleiras.

(*Com informações da Reuters)

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