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Doutor Inovação: Home care pode cortar em até 61% os custos com reinternações, afirma Pedro Batista

Publicado 25/05/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Empresário e médico defende que acompanhamento domiciliar aliado à tecnologia pode aliviar pressão financeira sobre planos de saúde e hospitais.
  • Dados analisados pela Horus AI mostram redução de até 32% no custo por internação e queda no tempo médio de permanência hospitalar.
  • Segundo Pedro Batista, pacientes crônicos concentram gastos bilionários e exigem novo modelo de assistência fora dos hospitais.

O modelo tradicional de atendimento hospitalar está se tornando financeiramente insustentável diante do envelhecimento da população e do avanço das doenças crônicas, afirmou o empresário, médico e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Pedro Batista, ao defender o uso da atenção domiciliar como ferramenta para reduzir custos e evitar reinternações no sistema de saúde.

Durante sua participação nesta segunda-feira (25) no quadro “Doutor Inovação”, do jornal Fast Money, ele disse que o chamado home care deixou de representar apenas assistência pontual e passou a funcionar como uma estratégia estruturada de acompanhamento contínuo do paciente após a alta hospitalar. “Os modelos de assistência trazem mais economia para todo o sistema com a garantia de melhor cuidado”, ressaltou.

Batista afirmou que o avanço tecnológico permitiu ampliar a capacidade de monitoramento dos pacientes fora do hospital, aumentando a adesão aos tratamentos e reduzindo riscos de novas internações. “A alta hospitalar fica mais garantida”, destacou.

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Bilhões concentrados

Durante a entrevista, o CEO da Horus AI apresentou dados obtidos a partir da análise anonimizada de cerca de 160 mil internações registradas em 2025. Segundo ele, o objetivo foi identificar padrões clínicos, causas de reinternação e oportunidades de redução de custos.

A empresa avaliou desde tipos de antibióticos utilizados até reincidência de internações e tempo de permanência hospitalar. “A gente consegue identificar pontos de dor e possibilidades de melhoria”, explicou.

Batista chamou atenção para a concentração dos gastos em um grupo reduzido de pacientes. Segundo ele, apenas 8% dos beneficiários analisados responderam por despesas bilionárias em internações. “É muito pouca gente para gastar tanto dinheiro”, frisou.

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Redução de custos

O médico afirmou que pacientes acompanhados em casa após a alta apresentaram redução expressiva de despesas hospitalares. Segundo ele, o custo médio por internação caiu de aproximadamente US$ 7,4 mil (R$ 37,1 mil) para cerca de R$ 25 mil, o equivalente a uma redução próxima de 32%.

O tempo médio de permanência hospitalar também recuou de 4,9 dias para 3,2 dias, movimento associado à continuidade do acompanhamento domiciliar. Batista citou ainda estudos da Johns Hopkins University para sustentar os resultados observados.

Segundo ele, um dos fatores relevantes nesse processo é a redução dos casos de delirium, condição frequente principalmente em idosos hospitalizados e associada à desorientação causada pela saída do ambiente familiar. “O delírio aumenta o tempo de internação desse paciente”, observou.

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Reinternações no radar

Pedro Batista afirmou que o principal impacto financeiro ocorre justamente na redução das reinternações. De acordo com ele, pacientes acompanhados antes mesmo da alta hospitalar e monitorados posteriormente em casa apresentaram queda de até 61% nos custos relacionados a novas internações.

Aqui vem a grande pedrada no sistema”, declarou ao comentar o impacto econômico do modelo de acompanhamento domiciliar.

Segundo Batista, alguns planos de saúde chegam a economizar mais de R$ 100 milhões por ano apenas com a redução de reinternações evitáveis.

O médico ressaltou, porém, que nem todos os pacientes podem receber alta antecipada. Ele explicou que os casos elegíveis passam por análise individual de risco, levando em consideração histórico clínico, estrutura hospitalar, cidade e condições de acompanhamento. “A gente possa justamente ter total capacidade de fazer uma alta segura”, concluiu.

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