CNBC

CNBCBela Bajaria deixa cargo de diretora de conteúdo da Netflix e será substituída por Peter Rice

Empresas & Negócios

Cimed: por que a Justiça manteve o embargo da obra de João Adibe nos Jardins

Publicado 15/04/2026 • 16:20 | Atualizado há 6 meses

KEY POINTS

  • A medida foi mantida diante de indícios de irregularidades urbanísticas e de desrespeito às restrições impostas à construção.
  • A manutenção do embargo reflete a importância das normas que regem construções em áreas residenciais consolidadas.
  • O caso Cimed segue em andamento e ainda deve ter novos desdobramentos nas próximas semanas.
Fachada da Cimed

Foto: Divulgação

Cimed por que a Justiça manteve o embargo da obra de João Adibe nos Jardins

A Justiça de São Paulo decidiu manter o embargo da obra da mansão do empresário João Adibe, presidente da Cimed, no bairro dos Jardins, na capital paulista.

A decisão foi reforçada no fim de fevereiro, quando o Tribunal de Justiça negou recursos apresentados pela defesa. O caso ganhou novos desdobramentos em março, com a continuidade de investigações sobre possível descumprimento da ordem judicial.

A medida foi mantida diante de indícios de irregularidades urbanísticas e de desrespeito às restrições impostas à construção, segundo publicado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Embargo mantido após análise judicial

O Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que não havia elementos suficientes para derrubar o embargo aplicado à obra.

A decisão considerou questionamentos sobre a forma como o projeto foi executado em relação ao que havia sido autorizado inicialmente.

O imóvel está localizado em uma área com regras urbanísticas rígidas. O bairro é classificado como estritamente residencial, o que impõe limites claros para construções, incluindo altura, recuos e intervenções estruturais. Esses critérios pesaram na manutenção da restrição judicial.

Leia também: Margens pressionadas e geração de caixa negativa fazem Fitch rebaixar nota da Cimed

A obra foi aprovada como uma reforma, mas passou a ser alvo de contestação após relatos de que a estrutura original teria sido quase totalmente demolida, com preservação apenas da fachada. Esse ponto é central na disputa.

Entidades locais apontam que houve mudanças relevantes em relação ao projeto aprovado. Entre elas estariam alterações na altura da construção, intervenções não previstas e possíveis descumprimentos de regras de tombamento que protegem características do bairro.

Essas divergências levaram à intensificação da fiscalização e à abertura de processos nas esferas cível e criminal.

Defesa cita regularidade da obra

A defesa do empresário sustenta que o embargo aplicado era parcial e restrito a pontos específicos da obra, como o muro. Também afirma que o projeto possuía alvarás válidos e que a prefeitura chegou a emitir o certificado de conclusão da construção no fim de 2025.

Segundo essa linha de argumentação, não haveria irregularidade que justificasse a paralisação total da obra, o que foi contestado pelas autoridades e por moradores da região.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Leia também: Após aumento da dívida e pressão no caixa, o que esperar da Cimed daqui para frente

Investigação segue em paralelo

Além da disputa na esfera cível, o caso também é analisado na área criminal. O inquérito investiga possível descumprimento do embargo, o que pode configurar infração de menor potencial ofensivo.

O Ministério Público chegou a propor um acordo para encerrar o caso mediante pagamento, mas a proposta foi recusada.

Leia também: Recorde de vendas da Cimed não se traduz em receita e lucro na mesma proporção

Com isso, a investigação continua e novas diligências foram solicitadas, incluindo depoimentos e análise de documentos.

Contexto amplia repercussão

O episódio ocorre em um momento de atenção do mercado em relação à situação financeira da Cimed. A empresa registrou geração de caixa negativa ao mesmo tempo em que distribuiu valores elevados a acionistas, o que aumentou o nível de endividamento e gerou questionamentos.

Embora o caso da obra seja independente da situação financeira da companhia, a combinação dos fatores contribuiu para ampliar a repercussão envolvendo o nome do empresário.

Leia também: Consultor vê sinais de alerta na Cimed e diz que conta não fecha: ‘Onde tem fumaça, tem fogo’

A manutenção do embargo reflete a importância das normas que regem construções em áreas residenciais consolidadas.

Leia também: Caso Cimed: empresa pode pagar dividendos com dívida? Entenda

No entendimento da Justiça, a necessidade de preservar o ordenamento urbano e garantir o cumprimento das regras locais justificou a continuidade da restrição. O caso Cimed segue em andamento e ainda deve ter novos desdobramentos nas próximas semanas.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Empresas & Negócios

Xbox encarece consoles em mais de US$ 100; veja o que muda no Brasil Conheça os 3 destinos de luxo que estão na mira dos milionários Qual cargo teve alta de US$ 810 mil no salário desde 2021 Aposentadoria milionária: Kevin O’Leary indica regra para investir Chris Evans vende mansão em Hollywood Hills por US$ 5,4 milhões Brasil surpreende e entra no top 10 dos países que mais avançaram em educação Anthropic exige US$ 25 milhões iniciais em investimento Quem é o dono do Bilibili, o “YouTube chinês” que chegou ao Brasil Porsche apresenta novo carro de corrida de entrada com DNA das pistas PIB do Brasil cresce 0,5% e fica entre os maiores do mundo