Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Após aumento da dívida e pressão no caixa, o que esperar da Cimed daqui para frente
Publicado 06/04/2026 • 12:00 | Atualizado há 6 meses
ALERTA DE MERCADO:
Ibovespa bate recorde com cenário eleitoral; Flávio à frente nas pesquisas anima investidores
Trump fecha acordo com Putin para fornecer diesel russo aos mercados dos EUA e globais
Tesla abandona nome ‘Full Self-Driving’ na Europa após pressão de reguladores
Delta Air Lines reduz projeção para 2026 com alta do combustível, mas demanda segue forte
OpenAI e Anthropic contratam ex-integrantes do governo Trump em busca de apoio em Washington
CEO da Delta diz que segurança definirá início de voos para a Arábia Saudita
Publicado 06/04/2026 • 12:00 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução/Cimed
Após aumento da dívida e pressão no caixa, o que esperar da Cimed daqui para frente
A Cimed, do empresário João Adibe, atravessa um momento financeiro delicado, mesmo com o aumento dos investimentos em marketing e o crescimento das vendas. A farmacêutica encerrou 2025 com fluxo de caixa operacional negativo de R$ 55,5 milhões.
Além disso, no mesmo período, a Cimed distribuiu cerca de R$ 427 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio aos acionistas da companhia. Embora ocupe posição de destaque no mercado farmacêutico brasileiro, os números mais recentes acendem um sinal de alerta entre investidores.
Leia também: Consultor vê sinais de alerta na Cimed e diz que conta não fecha: ‘Onde tem fumaça, tem fogo’
Conforme informações da empresa, a Cimed é uma das principais farmacêuticas do Brasil e atualmente figura entre as maiores do setor no país. Com um modelo de negócio verticalizado, a empresa atua desde a produção até a distribuição de seus produtos. Isso garante presença em cerca de 98% das farmácias brasileiras e um portfólio com mais de 600 itens, incluindo medicamentos, vitaminas, suplementos e produtos de higiene e beleza.
A companhia também se destaca pela estrutura industrial e logística, com fábricas em Minas Gerais e dezenas de centros de distribuição espalhados pelo país, além de sede administrativa em São Paulo. Segundo a própria empresa, o foco em acessibilidade, inovação e qualidade tem sustentado seu crescimento nos últimos anos, com investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento e expansão da capacidade produtiva.
Entretanto, como já adiantado, o momento financeiro atual da empresa requer atenção aos próximos passos junto aos investidores.
Conforme noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, atualmente a dívida bruta da empresa gira em torno de R$ 1,8 bilhão, com indicadores de alavancagem acima do que é considerado confortável.
Com a entrada de novos recursos e ajustes operacionais, a tendência é que esses indicadores recuem, aproximando a alavancagem de níveis mais sustentáveis. Ainda assim, esse processo depende diretamente da capacidade da companhia de voltar a gerar caixa de forma consistente.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCUm dos principais pontos de alívio para a estrutura financeira da Cimed é o aporte do fundo soberano de Cingapura, o GIC (fundo soberano que investe globalmente, com presença ativa no Brasil em setores como infraestrutura, tecnologia e varejo). A previsão é de um investimento de cerca de R$ 500 milhões entre 2026 e 2027.
Esse capital deve ajudar a reduzir a pressão sobre o balanço e dar fôlego para a empresa manter suas operações e planos de crescimento. Além disso, o aporte pode equilibrar a estrutura de capital após o aumento da dívida observado recentemente.
A expectativa do mercado é de uma redução gradual da alavancagem nos próximos anos, apoiada justamente por esse aporte e por uma possível melhora na geração de caixa.
Leia também: Recorde de vendas da Cimed não se traduz em receita e lucro na mesma proporção
Entre a situação atual envolvendo as atividades e saúde financeira, o principal risco para a Cimed está na continuidade da pressão sobre o caixa. Em 2025, a empresa registrou fluxo de caixa operacional negativo de R$ 55,5 milhões, mesmo com lucro positivo.
Essa queda foi influenciada por fatores como aumento de estoques, maiores despesas operacionais e custos financeiros mais elevados.
Caso a geração de caixa da Cimed não se recupere, a empresa pode enfrentar dificuldades para sustentar sua dívida e manter o ritmo de investimentos. Além disso, a estratégia de pagar dividendos com base em endividamento tende a aumentar o risco financeiro e pode pressionar ainda mais sua avaliação de crédito.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Caiado anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial
2
CEO da Nokia afirma que data centers seriam construídos “duas vezes mais rápido” sem restrições de fornecimento
3
Microsoft garante exclusividade de streaming de GTA 6 no lançamento pelo Xbox Cloud Gaming
4
Casas Bahia corta estoque em 40% e reduz quadro em 4,6 mil pessoas
5
Caso Master: advogado de Vorcaro enviou endereço residencial de Gonet ao banqueiro e elogiou jantar na casa do PGR