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CNBC EXCLUSIVO: CEO da empresa líder em petróleo no mundo afirma que “indústria enfrenta maior crise da história”
Publicado 10/03/2026 • 17:45 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 10/03/2026 • 17:45 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, afirmou à CNBC que o fechamento do Estreito de Ormuz representa a maior crise já enfrentada pela indústria de petróleo e gás no Oriente Médio e alertou para possíveis consequências severas para a economia global.
Durante uma teleconferência com jornalistas, o executivo disse que a interrupção do fluxo de petróleo na região já provoca efeitos que vão além do mercado de energia.
“A interrupção causou uma reação em cadeia severa, não apenas no transporte e nos seguros, mas também com um efeito dominó afetando a aviação, a agricultura, o setor automotivo e outras indústrias”, afirmou Nasser.
Leia também: Petrobras e Prio disparam e deixam para trás Saudi Aramco, Chevron e outras petroleiras globais; entenda os motivos
Segundo ele, quanto mais tempo o bloqueio persistir, maiores serão os impactos para o mercado internacional.
“Haverá consequências catastróficas para o mercado de petróleo mundial. Quanto mais tempo a interrupção durar, mais drásticas serão as consequências para a economia global”, disse.
O executivo também destacou que os mercados de energia estão particularmente vulneráveis neste momento, em um contexto em que os estoques globais de petróleo já se encontram em níveis historicamente baixos.
“Os estoques globais, que já estão em uma mínima de cinco anos, podem cair ainda mais rapidamente”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCO Estreito de Ormuz é uma das rotas mais estratégicas para o transporte de petróleo no mundo. Grande parte das exportações da Arábia Saudita e de outros produtores da região passa pelo corredor marítimo.
Diante das restrições na navegação, a Aramco tem recorrido a rotas alternativas para escoar parte da produção.
A Aramco também possui um oleoduto de cerca de 1.500 quilômetros que liga o leste da Arábia Saudita ao Mar Vermelho, conhecido como oleoduto leste-oeste, alternativa para contornar o Estreito de Ormuz.
Leia também: Guerra com o Irã ameaça consequências catastróficas para o mercado de petróleo, diz CEO da Aramco
Durante a entrevista, Amin Nasser foi questionado sobre a utilização da estrutura, os níveis de produção e o volume de petróleo armazenado pela companhia. O executivo, no entanto, evitou comentar detalhes operacionais.
A preocupação no mercado é que parte relevante das exportações de petróleo da Arábia Saudita esteja retida dentro do país diante das restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz.
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