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Crise da Oi pode impactar controle de tráfego aéreo brasileiro
Publicado 07/11/2025 • 21:09 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 07/11/2025 • 21:09 | Atualizado há 10 meses
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Reprodução/Oi
Oi
A Oi informou à Justiça nesta sexta-feira (7) que a situação financeira do grupo pode caracterizar estado de insolvência, o que aproxima a companhia do desfecho de um processo que já dura quase dez anos.
A manifestação foi apresentada após solicitação da juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pela recuperação judicial. No fim de outubro, ela pediu que a empresa e órgãos reguladores esclarecessem se ainda havia condições de continuidade ou se a liquidação deveria ser encaminhada.
Em Fato Relevante, a Oi afirma que o grupo não consegue mais suportar a totalidade das dívidas fora do plano de recuperação nem gerar caixa suficiente para manter as operações e cumprir o plano atual. A companhia reconheceu, assim, a possibilidade de insolvência do grupo.
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Em caso de liquidação, a empresa sugere que os serviços sejam mantidos de forma provisória até a transferência para outras operadoras, evitando risco de descontinuidade em áreas sensíveis, como telecomunicações estratégicas para o setor público.
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Siga o Times | CNBCUm desses serviços é a conectividade do Cindacta, responsável pelo controle de tráfego aéreo no Brasil. A Oi atendia três das cinco unidades regionais do órgão.
A companhia vive sua segunda recuperação judicial. Na primeira, iniciada em 2016, acumulava cerca de R$ 65 bilhões em dívidas. Hoje, ainda há mais de R$ 15 bilhões a pagar dentro e fora do plano. Nas últimas semanas, a empresa tentou aprovar mudanças no plano para flexibilizar acordos com credores e buscou abrir um processo paralelo de recuperação nos Estados Unidos — iniciativas que não avançaram.
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Se a Justiça optar pela liquidação, os ativos remanescentes deverão ser vendidos para pagamento parcial das dívidas. Entre eles está a Oi Soluções, braço de serviços corporativos com receita anual próxima a R$ 2 bilhões. O ativo deve atrair interesse de concorrentes como TIM, Claro e Vivo, que já sinalizaram que podem analisar uma oferta caso a unidade seja colocada à venda.
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