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“Desastre total”: processo detalha impacto da campanha ilimitada do Red Lobster
Publicado 26/06/2026 • 10:45 | Atualizado há 2 horas
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A promoção de camarões ilimitados da rede americana de restaurantes foi classificada como um “desastre” por credores da companhia.
A promoção “Ultimate Endless Shrimp por US$ 20 todos os dias”, da rede americana de restaurantes Red Lobster, foi classificada como um verdadeiro “desastre” por credores da companhia, que abriram um processo contra a ex-controladora Thai Union.
Na ação, apresentada em maio no condado de Orange, na Flórida, os credores afirmam que a Thai Union — produtora de frutos do mar com ações negociadas na bolsa da Tailândia — já sabia, em 2023, que a rede enfrentava sérias dificuldades financeiras e corria risco de insolvência. O processo, movido por um fundo que representa os credores do Red Lobster, pede que um júri determine os danos causados.
Segundo a acusação, em vez de considerar os interesses da rede de restaurantes, “a Thai Union dobrou a aposta em uma campanha para extrair todo o valor possível por meio de contratos economicamente inviáveis, que beneficiavam a própria empresa e não faziam sentido para o Red Lobster”.
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Nem a Thai Union nem o Red Lobster responderam imediatamente aos pedidos de comentário da CNBC.
O Red Lobster entrou com pedido de recuperação judicial em maio de 2024, fechando unidades nos Estados Unidos e recorrendo ao Chapter 11 da legislação americana em meio ao aumento da concorrência, contratos de aluguel caros, retração dos gastos dos consumidores e aos impactos da promoção de camarão ilimitado.
A empresa havia deixado de honrar um empréstimo de US$ 275 milhões junto ao Fortress Investment Group em setembro de 2023.
Em setembro de 2024, o Red Lobster saiu da recuperação judicial após ser adquirido pelo grupo de investidores privados RL Holdings, supostamente liderado pela Fortress, que permanece como proprietária da rede.
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Siga o Times | CNBCO processo alega que a Thai Union pressionou o Red Lobster a comprar quantidades crescentes de camarão da própria empresa por preços acima do mercado e impediu que um concorrente fornecesse o produto à rede.
Ainda segundo a ação, a Thai Union e o então CEO interino, Paul Kenny, “planejaram e implementaram” a promoção de camarão ilimitado apesar das objeções de funcionários do Red Lobster que não tinham ligação com a empresa tailandesa. O resultado teria sido a paralisação das operações em diversos restaurantes, que ficaram sem estoque de camarão e incapazes de liberar mesas para novos clientes.
“Quando ficou claro que a oferta de US$ 20 por camarão ilimitado estava causando estragos no Red Lobster e em seu balanço financeiro, Kenny insistiu na estratégia. Ele manteve a promoção, gerando dezenas de milhões de dólares adicionais em pedidos de camarão superfaturado para a Thai Union e deixando a rede com um enorme excedente de estoque”, afirma o documento.
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O Red Lobster retomou a promoção de camarão ilimitado em abril deste ano, segundo informações em seu site, mas destacou que a oferta era por tempo limitado e não divulgou o preço.
A Thai Union havia adquirido uma participação minoritária no Red Lobster em 2016 e, em 2020, passou a exercer controle efetivo da empresa ao se unir a outro acionista relacionado, obtendo participação majoritária e três das cinco cadeiras no conselho de administração.
A companhia vendeu sua participação em maio de 2024. O processo sustenta ainda que a Thai Union não aportou capital durante o processo de recuperação judicial.
“A Thai Union tratou a empresa como pouco mais do que um canal de distribuição para seus próprios produtos, extraindo todo o valor possível do Red Lobster, especialmente à medida que a companhia se aproximava da insolvência”, conclui a ação judicial.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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