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Como um shopping de luxo foi parar no interior de São Paulo?

CNBCGastos de luxo passam a ser impulsionados por experiências e novas tendências de turismo

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Gastos de luxo passam a ser impulsionados por experiências e novas tendências de turismo

Publicado 25/06/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • As vendas de bens de luxo devem crescer entre 1% e 4% em 2026, segundo relatório da Bain & Co. e da Altagamma.
  • Os Estados Unidos voltaram a liderar o crescimento do setor pela primeira vez desde 2021.
  • Viagens, eventos e experiências gastronômicas ganham espaço em relação à compra de bens de status, aponta o estudo.
Como um shopping de luxo foi parar no interior de São Paulo?

Foto: Divulgação CJ Boa Vista Village

Os gastos com luxo devem voltar a crescer neste ano, impulsionados principalmente por experiências, segundo um novo estudo.

Os gastos com luxo devem voltar a crescer neste ano, impulsionados principalmente por experiências, e não pela aquisição de produtos de alto padrão, segundo um novo estudo.

Após dois anos de retração, as vendas de bens de luxo devem avançar entre 1% e 4% em 2026, de acordo com relatório elaborado pela Bain & Co. e pela Altagamma. O mercado de bens pessoais de luxo deverá movimentar entre 365 bilhões e 373 bilhões de euros (US$ 413,6 bilhões a US$ 422,7 bilhões) neste ano.

As tensões no Oriente Médio, porém, continuam afetando o desempenho do setor. Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, era um dos mercados de luxo que mais cresciam no mundo antes da guerra com o Irã, mas sua forte dependência do turismo ainda impede sinais claros de recuperação. O relatório afirma que, caso a região se estabilize e a demanda chinesa volte a ganhar força, as vendas globais poderão registrar crescimento mais robusto.

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Os Estados Unidos tornaram-se o principal motor de expansão do mercado de luxo pela primeira vez desde 2021. Segundo o estudo, o avanço é impulsionado, em grande medida, pelos chamados consumidores aspiracionais — aqueles que buscam produtos premium mesmo sem integrarem a elite econômica tradicional.

Ao mesmo tempo, as prioridades dos consumidores mais ricos estão mudando. Viagens, eventos e experiências gastronômicas vêm se tornando mais relevantes do que a compra de itens destinados a demonstrar status social. Enquanto as vendas de produtos de luxo devem crescer entre 1% e 4%, o segmento de experiências tem potencial de expansão entre 3% e 7% neste ano. As reservas em restaurantes, lazer e entretenimento já acumulam alta de cerca de 30%.

“O que estamos observando no luxo experiencial é uma resiliência concentrada em categorias que oferecem algo que o dinheiro não consegue replicar facilmente: tempo, acesso e significado”, afirmou Claudia D’Arpizio, sócia sênior da Bain & Co. “O luxo está cada vez mais relacionado à forma como as pessoas vivem, e não ao que possuem.”

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O estudo também aponta o crescimento das viagens para destinos menos tradicionais e menos movimentados. O chamado immersive wayfaring — experiências personalizadas e mais lentas, voltadas à descoberta cultural e às tradições locais — ganha popularidade entre os viajantes de alta renda. Segundo o relatório, as viagens para destinos alternativos cresceram 20%.

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Outro fenômeno destacado é o chamado “inheritourism”, termo que descreve viagens realizadas por famílias ricas de diferentes gerações e a adoção, pela geração Z, dos hábitos e preferências de viagem de seus pais.

Os cruzeiros marítimos, em particular, têm atraído tanto consumidores estreantes quanto clientes recorrentes. Já a alta gastronomia e os alimentos gourmet são impulsionados por uma mentalidade de “menos, porém melhor”, enquanto o mercado de belas-artes volta a registrar crescimento.

“Os consumidores não estão simplesmente gastando mais; estão gastando de forma diferente, em busca de momentos que pareçam pessoais e autênticos”, concluiu D’Arpizio.

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