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Petróleo bruto dos EUA cai abaixo de US$ 70, retomando perdas após ataque a navio de carga perto de Omã

Publicado 26/06/2026 • 07:50 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Um funcionário americano disse à MS NOW que o Irã estava por trás de um ataque a um navio cargueiro perto da costa de Omã, no Estreito de Ormuz.
  • As tensões no Oriente Médio também aumentaram, com o Irã e os EUA discordando sobre o uso dos fundos listados no memorando de entendimento.
  • A OPEP agora enfrenta a possibilidade de mais uma saída de seu segundo maior produtor.
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Os preços do petróleo ampliaram as perdas nesta sexta (26), à medida que mais petroleiros deixaram o estrategicamente vital Estreito de Ormuz, aliviando as preocupações com o abastecimento, apesar de uma embarcação ter sido alvo de um ataque no Golfo de Omã.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, para agosto eram negociados em queda de 3,6%, a US$ 72,57 por barril, ampliando as perdas anteriores, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, para agosto recuavam 3,6%, para US$ 69,28 por barril.

A queda ocorre enquanto os investidores acompanham de perto os desdobramentos no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que avaliam se os recentes esforços diplomáticos reduzirão o risco de interrupções nas cadeias de abastecimento.

Leia também: Preços do petróleo apagam ganhos da guerra com retomada do tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz

Uma autoridade dos Estados Unidos disse à MS NOW que o Irã esteve por trás de um ataque a um navio de carga próximo à costa de Omã, no Estreito de Ormuz. A embarcação navegava sob bandeira de Singapura, segundo o Wall Street Journal. A United Kingdom Maritime Trade Operations informou que o navio não registrou vítimas nem danos ambientais.

“Após o lançamento do plano de evacuação da IMO, por meio do qual várias embarcações já foram evacuadas com sucesso, decidi suspender temporariamente sua implementação para confirmar novamente que as garantias de segurança necessárias continuam em vigor para os navios em nossa lista de evacuação e para todos aqueles que estão na região”, afirmou Arsenio Dominguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional.

Enquanto isso, as tensões no Oriente Médio permaneceram elevadas, com Irã e Estados Unidos divergindo sobre o uso dos recursos abrangidos por um memorando de entendimento entre os dois países.

Leia também: Queda do petróleo pode aliviar inflação

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O presidente do Parlamento iraniano rejeitou, mais cedo, nesta quinta-feira, as alegações do governo Trump de que os ativos descongelados da República Islâmica seriam utilizados para comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Autoridades norte-americanas, no entanto, sustentaram que quaisquer recursos liberados continuariam sujeitos à aprovação dos Estados Unidos.

“Como o vice-presidente JD Vance anunciou nesta semana, se os ativos iranianos forem liberados, eles serão usados para comprar produtos agrícolas americanos para alimentar o povo iraniano”, disse uma autoridade dos Estados Unidos.

Leia também: Petróleo encerra em alta após ataque atribuído ao Irã elevar tensão em Ormuz

Scott Nations, presidente da Nations Indexes, afirmou no programa “Squawk Box Asia”, da CNBC, que “ainda há muitas questões sobre o acordo em si que permanecem sem resposta”.

“Acho que estamos sendo otimistas demais, porque nada foi realmente resolvido, e o Irã sabe que tem a economia mundial exatamente onde deseja, caso queira fechar o estreito”, acrescentou Nations.

Enquanto isso, a Opep enfrenta a possibilidade de outra saída de um de seus maiores produtores, após os Emirados Árabes Unidos deixarem o cartel em maio. O Iraque teria solicitado uma cota de produção mais elevada ao cartel e informado ao grupo que poderá deixá-lo caso suas demandas não sejam atendidas.

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