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DominiPay movimenta R$ 21 milhões em 2026 e projeta chegar a R$ 100 milhões até dezembro

Publicado 02/09/2026 • 11:48 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A DominiPay, startup brasileira de infraestrutura financeira, movimentou R$ 21 milhões em 2026 e projeta alcançar R$ 100 milhões até dezembro.
  • O volume registrado neste ano já é 5,6 vezes superior ao processado durante todo o ano de 2025.
  • A empresa desenvolveu uma plataforma que concentra pagamentos, recebimentos e conversões em uma mesma operação, conectando meios tradicionais, como o Pix, a ativos digitais como Bitcoin.

A DominiPay, startup brasileira de infraestrutura financeira, movimentou R$ 21 milhões em 2026 e projeta alcançar R$ 100 milhões até dezembro.

Marcello Casal JrAgência Brasil

A DominiPay, startup brasileira de infraestrutura financeira, já movimentou R$ 21 milhões em 2026 e projeta encerrar o ano com R$ 100 milhões em volume processado. Se a estimativa for alcançada, o montante será cerca de 26 vezes superior aos R$ 3,75 milhões movimentados pela empresa em 2025.

A plataforma desenvolvida pela companhia reúne pagamentos, recebimentos e conversões em uma mesma operação, conectando meios tradicionais, como o Pix, a ativos digitais como Bitcoin, USDT e USDC. O foco está em empresas e profissionais que movimentam recursos entre diferentes países, moedas e plataformas.

Segundo a empresa, o crescimento deve ser financiado pela própria operação, sem previsão de uma nova rodada de investimentos no período.

A startup aposta na integração entre serviços financeiros tradicionais e ativos digitais para simplificar operações que envolvem diferentes moedas e sistemas. A proposta é permitir que empresas utilizem recursos baseados em blockchain sem precisar dominar a infraestrutura tecnológica por trás dessas transações.

“Não queremos que uma empresa precise entender toda a arquitetura por trás de uma operação com blockchain para utilizá-la. A ideia é que ela consiga receber, pagar, converter e acompanhar os recursos em uma experiência semelhante à de uma conta digital”, afirma Guilherme Campos, COO da DominiPay.

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De Pix a pagamentos internacionais

Um dos principais focos da DominiPay está nas empresas brasileiras que recebem de clientes ou fazem negócios com fornecedores de outros países.

Hoje, uma operação internacional pode envolver diferentes intermediários para câmbio, pagamento, liquidação e conciliação. A proposta da startup é reunir essas etapas em uma mesma interface, conectando diferentes provedores conforme o tipo de operação e as regras de cada mercado.

Entre os públicos mapeados estão prestadores de serviços digitais, profissionais liberais e empresas de tecnologia, saúde, estética, comércio eletrônico, importação e exportação. A companhia também busca chegar a esses clientes por meio de escritórios de advocacia, empresas de contabilidade e gestores patrimoniais.

Apesar do uso de blockchain na infraestrutura, a estratégia não está restrita a empresas que já trabalham com criptoativos. “O diferencial não é simplesmente adicionar um novo meio de pagamento. Queremos conectar a operação financeira que a empresa já tem a uma infraestrutura que consiga coordenar Pix, ativos digitais, parceiros financeiros e informações de gestão”, diz Toni Farias, CPTO da DominiPay.

Na prática, uma empresa pode, por exemplo, receber um pagamento feito via Pix e, dependendo da modalidade contratada, direcionar a liquidação para ativos digitais. O cliente que realiza o pagamento continua utilizando um meio conhecido, enquanto a conversão ocorre por meio da infraestrutura conectada à plataforma.

A DominiPay não atua como banco. A empresa funciona como provedora de tecnologia e agregadora de infraestrutura. Serviços regulados, como manutenção de contas, liquidação e câmbio, são realizados por instituições licenciadas integradas à plataforma.

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Crescimento sem rodada de investimento

A expansão ocorre sem uma nova captação de recursos. A DominiPay afirma que o plano para 2026 é crescer de forma orgânica, aumentando tanto a base de clientes quanto o volume movimentado por eles.

A companhia processou R$ 3.763.522 em 2025. Neste ano, chegou a R$ 21 milhões e pretende adicionar outros R$ 79 milhões em volume até dezembro para atingir a meta de R$100 milhões.

“Nossa meta não é crescer apenas em número de contas. Queremos aumentar o volume processado mantendo suporte próximo e uma operação adequada ao perfil de cada empresa”, afirma Leonardo Maximiliano, CEO da DominiPay.

Parte desse avanço deverá vir da ampliação das integrações da plataforma. A tecnologia reúne APIs, painéis de gestão e conexões com instituições de pagamento, prestadores de serviços de ativos virtuais e outros fornecedores.

A companhia aposta principalmente na demanda de empresas que precisam movimentar dinheiro entre diferentes plataformas e países sem administrar separadamente cada etapa da operação.

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Paraguai é primeiro passo da expansão internacional

Além do Brasil, a DominiPay já atua Paraguai e avalia a entrada em outros países da América Latina. A startup também trabalha nas adaptações tecnológicas necessárias para atender operações ligadas ao mercado europeu e conta com um adviser baseado em Barcelona para apoiar a estratégia internacional.

A tese da empresa é que tecnologias como blockchain e stablecoins deverão ganhar espaço nas operações financeiras principalmente como infraestrutura, sem necessariamente aparecer para o cliente final.

“A blockchain tende a deixar de ser apresentada como um produto isolado e passar a funcionar nos bastidores. Para a empresa, o que importa é receber com agilidade, acompanhar a movimentação, reduzir etapas e ter alternativas para operar no Brasil e no
exterior”, afirma Antônio Jader, CMO da DominiPay.

A companhia também afirma que os clientes passam por procedimentos de identificação e validação cadastral, como KYC e KYB. As operações podem envolver conexão com blockchain ou instituições licenciadas, dependendo do serviço contratado.

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