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Eli Lilly compra empresa de terapias contra distúrbios do sono por US$ 8 bilhões
Publicado 31/03/2026 • 13:25 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 31/03/2026 • 13:25 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Eli Lilly anunciou nesta terça-feira (31) um acordo para adquirir a Centessa Pharmaceuticals por até US$ 7,8 bilhões (R$ 40,8 bilhões), incluindo um medicamento experimental voltado ao tratamento de sonolência diurna excessiva.
A Centessa atua no desenvolvimento de uma nova classe de fármacos baseada em agonistas de orexina, voltados ao tratamento da narcolepsia, condição que dificulta a manutenção do estado de vigília ao longo do dia. Esses medicamentos também podem ser aplicados em outras doenças neurológicas associadas à sonolência, como Alzheimer e depressão.
“O sistema de receptores de orexina representa uma das oportunidades mais promissoras da neurociência, ao atuar diretamente no controle do ciclo sono-vigília”, afirmou Carole Ho, presidente da divisão de neurociência da Lilly. Segundo ela, a Centessa reúne um portfólio com “amplitude e profundidade” capazes de melhorar o estado de alerta em diversas indicações.
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Pelos termos do acordo, a Lilly pagará US$ 38 por ação (R$ 198,74), totalizando US$ 6,3 bilhões (R$ 32,9 bilhões) inicialmente – um prêmio de 38% em relação ao fechamento anterior. O valor pode chegar a mais US$ 1,5 bilhão (R$ 7,8 bilhões) caso os medicamentos obtenham aprovação da Food and Drug Administration dentro dos prazos estabelecidos.
A conclusão da transação está prevista para o terceiro trimestre, sujeita à aprovação regulatória.
No mercado, a reação foi imediata: as ações da Lilly subiram cerca de 3%, enquanto os papéis da Centessa avançaram 45%.
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Segundo estimativa do analista Kostas Biliouris, da Oppenheimer, o mercado para medicamentos baseados em agonistas de orexina pode atingir entre US$ 15 bilhões (R$ 78,5 bilhões) e US$ 20 bilhões (R$ 104,6 bilhões), considerando a adesão de cerca de um quarto dos pacientes. O potencial pode ser ainda maior com usos ampliados.
A Centessa, no entanto, não deve ser a primeira a lançar esse tipo de tratamento. Um medicamento concorrente da Takeda está sob análise da FDA e pode ser aprovado ainda neste ano.
Biliouris avalia que o medicamento da Centessa só deve receber aprovação por volta de 2028, mas destaca que os dados de estudos clínicos intermediários indicam potencial para que o tratamento se torne referência no mercado.
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A Lilly, por sua vez, mantém histórico relevante em neurociência. Seu antidepressivo Prozac, aprovado em 1987, foi decisivo para consolidar a empresa entre as líderes da indústria farmacêutica.
Mais recentemente, a companhia lançou o medicamento Kisunla, voltado aos estágios iniciais do Alzheimer, e conduz novos estudos para avaliar se o tratamento pode prevenir a progressão da doença.
A aquisição também reflete a estratégia da empresa de reinvestir os recursos gerados por seus medicamentos de sucesso para obesidade e diabetes, como Zepbound e Mounjaro, ampliando apostas em novas frentes terapêuticas.
Neste ano, a Lilly já havia anunciado a intenção de adquirir a Orna Therapeutics, focada em terapia celular, e a Ventyx Biosciences, voltada ao tratamento de inflamações.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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