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Enel promete elevar dividendos e ampliar investimentos até 2028

Publicado 23/02/2026 • 12:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A elétrica italiana Enel anunciou um novo plano estratégico que prevê crescimento médio anual de 6% no dividendo por ação até 2028, tomando como base € 0,49 projetados para 2025.
  • A sinalização ao mercado impulsionou os papéis da companhia, que subiam cerca de 6% no fim desta manhã, superando a alta de 1% do principal índice da bolsa de Milão.
Equipe da Enel Brasil atua na poda preventiva de árvores próximas a fios de energia em rua arborizada, utilizando equipamentos de segurança e caminhão de apoio

Divulgação

Equipe da Enel Brasil atua na poda preventiva de árvores próximas a fios de energia em rua arborizada, utilizando equipamentos de segurança e caminhão de apoio

A elétrica italiana Enel anunciou um novo plano estratégico que prevê crescimento médio anual de 6% no dividendo por ação até 2028, tomando como base € 0,49 projetados para 2025.

A sinalização ao mercado impulsionou os papéis da companhia, que subiam cerca de 6% no fim desta manhã, superando a alta de 1% do principal índice da bolsa de Milão.

O plano inclui aumento relevante de investimentos e reforço da transição para energias renováveis, com foco principalmente na Europa e nos Estados Unidos.

Leia também: Balanço da crise: Enel tenta reverter imagem ruim após ameaça de perder concessão em SP

A companhia pretende aplicar cerca de €53 bilhões entre 2026 e 2028 — acima dos €43 bilhões previstos na estratégia anterior. Desse total, metade será destinada a redes elétricas e aproximadamente 38% a projetos de geração limpa.

A empresa também projeta expansão do lucro por ação para €0,80–€0,82 em 2028, ante estimativa de €0,69 para 2025.

Pressão regulatória e impacto potencial

Apesar da reação positiva do mercado, a Enel alertou que um decreto aprovado recentemente pelo governo italiano pode afetar resultados futuros. A medida prevê ressarcimento de custos de CO₂ para usinas a gás, o que tende a reduzir preços de energia no atacado.

Caso seja validada pela Comissão Europeia, o impacto negativo no lucro líquido pode chegar a €300 milhões–€400 milhões anuais entre 2026 e 2028.

Leia também: Enel vai receber reforços de equipes de outras distribuidoras de energia para resolver apagão em SP

O novo plano também deve elevar a alavancagem financeira: a dívida líquida deve atingir cerca de três vezes o lucro operacional, ante múltiplo de 2,5 registrado no fim do ano passado.

Para o banco JPMorgan, porém, o mercado tende a tolerar esse aumento, já que a companhia parte de um nível considerado baixo de endividamento e investidores estariam priorizando crescimento.

Leia também: Enel revisa dados e diz que apagão em SP afetou 4,4 milhões de clientes

Brasil no radar

A empresa enfrenta ainda risco regulatório no Brasil, onde o contrato de distribuição na região de São Paulo está sob análise após interrupções de energia provocadas por um ciclone em dezembro. O CEO Flavio Cattaneo afirmou que as conversas com autoridades brasileiras têm sido positivas.

O executivo deve ser reconduzido a um segundo mandato de três anos em maio.

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