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Energia

Ações da BP sobem 5% após investidor ativista Elliott revelar participação

Publicado 23/04/2025 • 11:23 | Atualizado há 11 meses

KEY POINTS

  • As ações da BP dispararam na quarta-feira (23) depois que o investidor ativista Elliott tornou pública uma participação superior a 5% na gigante britânica do petróleo. O fundo de hedge Elliott Management aumentou sua participação na gigante britânica do petróleo para 5,006%, de acordo com um documento regulatório divulgado tarde na terça-feira (22).
  • Foi relatado pela primeira vez que a Elliott assumiu uma posição na empresa de petróleo e gás em fevereiro, impulsionando uma alta das ações em meio a expectativas de que sua participação pudesse pressionar a BP a mudar de rumo, afastando-se de sua estratégia verde e voltando-se para seus principais negócios de petróleo e gás.
BP.

As ações da BP dispararam na quarta-feira (23) depois que o investidor ativista Elliott tornou pública uma participação superior a 5% na gigante britânica do petróleo. As ações da BP foram vistas pela última vez com uma alta de 4,9% às 10h15, horário de Londres. O preço das ações listadas em Londres caiu cerca de 5% no acumulado do ano.

Os outros grandes acionistas da BP incluem BlackRock, Vanguard e o fundo soberano da Noruega.

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Mudanças estratégicas e expectativas do mercado

Foi relatado pela primeira vez que a Elliott assumiu uma posição na empresa de petróleo e gás em fevereiro, impulsionando uma alta das ações em meio a expectativas de que sua participação pudesse pressionar a BP a mudar de rumo, afastando-se de sua estratégia verde e voltando-se para seus principais negócios de petróleo e gás.

Em poucas semanas, a BP, que vinha ficando atrás da concorrente doméstica Shell e de rivais transatlânticas e registrou uma queda acentuada no lucro do quarto trimestre, anunciou planos para aumentar os investimentos em combustíveis fósseis para US$ 10 bilhões até 2027.

Isso marcou uma mudança estratégica drástica para a empresa, que há cinco anos se tornou uma das primeiras gigantes da energia a anunciar planos para reduzir emissões a zero líquido “até 2050 ou antes”. Como parte desse esforço, a empresa se comprometeu a reduzir as emissões em até 40% até 2030 e a aumentar o investimento em projetos de energias renováveis.

Reações e desafios enfrentados pela liderança da BP

A gigante do petróleo reduziu essa meta de emissões para 20% a 30% em fevereiro de 2023, afirmando na época que precisava continuar investindo em petróleo e gás para atender à demanda global.

Desde que mudou de direção, o CEO da BP, Murray Auchincloss, e o presidente em saída Helge Lund — que deve deixar a empresa em 2026 — mantiveram seus cargos, mas foram penalizados com apoio reduzido durante a votação para reeleição do conselho da BP no início deste mês, em meio à pressão de investidores focados tanto em receita quanto em clima.

Contexto do mercado e potencial de aquisição

A mudança estratégica da BP de volta às atividades de petróleo e gás da empresa ocorreu justamente quando os preços do petróleo começaram a despencar em meio à volatilidade provocada por tarifas dos EUA e a disputa comercial de Washington com a China, o maior importador mundial de petróleo bruto.

Analistas do setor de energia acolheram amplamente a mudança estratégica, e o CEO da BP, Murray Auchincloss, afirmou desde então que a mudança atraiu “interesse significativo” nos ativos não principais da empresa.

A empresa de energia, no entanto, continua firmemente no centro das atenções como um possível alvo de aquisição, com empresas como Shell e as gigantes do petróleo dos EUA Exxon Mobil e Chevron sendo mencionadas como potenciais interessadas.

Perspectivas e expectativas futuras

A BP está programada para divulgar os resultados do primeiro trimestre na terça-feira (29). A empresa afirmou que espera uma produção a montante relatada mais baixa e uma dívida líquida maior no primeiro trimestre do que nos últimos três meses de 2024.

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