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África busca superar obstáculos energéticos para ampliar processamento de minerais
Publicado 19/10/2026 • 14:00 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 19/10/2026 • 14:00 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
África busca superar obstáculos energéticos para ampliar processamento de minerais
Países africanos buscam transformar mais matérias-primas dentro do próprio continente para aumentar os ganhos com o processamento de minerais. Governos têm criado incentivos e regras para atrair empresas interessadas em instalar refinarias no local. Entretanto, mesmo com a ideia de expansão, o principal desafio é garantir energia acessível e constante para manter as indústrias em funcionamento.
A falta de eletricidade confiável é um dos fatores que prejudica projetos e ameaça os planos de industrialização. Enquanto investidores avaliam novas oportunidades, casos na África do Sul são usados para entender como o problema no fornecimento de energia pode comprometer operações.
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De acordo com a mídia internacional, Guiné se tornou a maior produtora e exportadora mundial de bauxita, minério usado na fabricação de alumínio. Atualmente, boa parte do material segue para a China, mas o governo quer ampliar o processamento dentro do país.
Segundo Daouda Diakite, assessor do Ministério de Minas, três refinarias de alumina estão em construção. De acordo com ele, a meta é chegar a cinco unidades até 2030, com capacidade para produzir entre 7 milhões e 8 milhões de toneladas por ano.
Para estimular os projetos, o governo oferece incentivos fiscais e acesso a áreas de mineração. Além disso, a medida também pretende orientar investidores a participar da construção de ferrovias e outras estruturas necessárias ao setor.
Apesar do avanço das propostas do governo, a oferta de eletricidade continua abaixo das necessidades da indústria. A título de comparação, Guiné produz cerca de 1.000 megawatts (MW), principalmente com hidrelétricas, mas é necessário de 5.000 MW a 10.000 MW para sustentar a expansão econômica e industrial.
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Siga o Times | CNBCDurante o período de chuvas, o país consegue exportar energia para vizinhos. Entretanto, já nos meses mais secos, Guiné precisa recorrer à eletricidade de outros países para manter o fornecimento de energia.
Dessa forma, o governo busca investimentos em diferentes fontes, incluindo gás, carvão e energia nuclear. A proposta inclui que a expansão da mineração depende de uma infraestrutura capaz de manter as fábricas em operação.
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Para atrair projetos de processamento, o governo apontou quatro condições que considera essenciais para o desenvolvimento. Entre eles, oferta confiável de matéria-prima, energia, estabilidade política e compradores interessados nos produtos.
Além disso, o acesso a financiamento também pesa na decisão. Projetos de refinarias e fundições exigem investimentos maiores, além de infraestrutura para transportar matérias-primas e levar os produtos, como os minerais, ao mercado.
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