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Energia

China avalia limitar acesso a tecnologias usadas na fabricação de painéis solares

Publicado 19/10/2026 • 10:00 | Atualizado há 46 minutos

KEY POINTS

  • China propôs controlar a exportação de 12 tecnologias usadas na fabricação de painéis solares.
  • As medidas podem afetar empresas estrangeiras que dependem de recursos chineses.
  • As regras podem reforçar o controle da China sobre o mercado de tecnologia solar.
China

Foto: Unsplash

China avalia limitar acesso a tecnologias usadas na fabricação de painéis solares

A China pretende ampliar o controle sobre tecnologias usadas na produção de painéis solares. A proposta prevê regras para a exportação de 12 tecnologias do setor, com o argumento de proteger a segurança nacional e evitar que recursos avançados cheguem a áreas sensíveis, como defesa e indústria aeroespacial.

A medida faz parte de uma proposta maior das regras chinesas para a transferência de tecnologias, que também envolve áreas como inteligência artificial e biotecnologia. Dessa forma, caso a proposta avance, o projeto poderá afetar empresas de outros países que dependem de equipamentos desenvolvidos na China.

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Lista de restrições

De acordo com informações internacionais, a proposta inclui técnicas usadas na produção de wafers finos, células solares de perovskita e células tandem, além de uma estratégia de fabricação de polissilício em larga escala. Esses recursos podem ajudar a reduzir custos ou melhorar o aproveitamento da luz solar.

A célula de perovskita, por exemplo, é uma tecnologia em desenvolvimento que pode aumentar a eficiência dos painéis. Já as células tandem combinam camadas de perovskita e silício para receber maior quantidade da energia solar.

De forma simples, as tecnologias podem auxiliar a produção chinesa a captar um maior volume de energia solar. O setor segue em crescimento junto com a maior necessidade de geração de energia.

China avalia limitar acesso a tecnologias usadas na fabricação de painéis solares
Foto: Reprodução

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Controle da tecnologia

O governo chinês afirma que precisa acompanhar de perto a transferência de tecnologias que podem ter uso em setores estratégicos. Segundo o Ministério do Comércio, as regras buscam reduzir o risco de uso indevido sem impedir a cooperação internacional em ciência e tecnologia.

A proposta também pode ter efeitos sobre a concorrência global. A China segue ocupando uma alta posição na indústria solar, enquanto outros países tentam ampliar a produção local e diminuir a dependência de fornecedores chineses.

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Regras em vigor

Junto com as propostas, o Ministério do Comércio abriu uma consulta pública sobre a proposta, que termina em 15 de novembro. A proposta ainda não representa uma proibição definitiva de todas as tecnologias citadas. Dessa forma, as restrições em cima da tecnologia dependerão da versão final das regras.

Com isso, os fabricantes de painéis solares e empresas que pretendem desenvolver suas próprias linhas de produção poderão precisar alterar seus planos de acesso à tecnologia da China. Vale ressaltar que a produção de energia limpa está entre os principais focos dos países produtores de tecnologias avançadas.

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