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Crises geopolíticas aceleram transição energética e ampliam espaço da energia solar no Brasil, avalia professor da FGV
Publicado 28/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 28/04/2026 • 14:40 | Atualizado há 2 meses
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A transição energética global deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ser uma estratégia econômica e geopolítica. A avaliação é de Jonathan Colombo, professor de Mudanças Climáticas e Transição Energética da FGV, ao analisar os impactos dos conflitos internacionais sobre o mercado de energia e o avanço da tecnologia solar no Brasil.
Segundo ele, guerras e choques externos aceleraram decisões que antes caminhavam mais lentamente. “O desafio central é entender que a transição energética não é apenas a troca de um combustível por outro; é um processo muito maior que envolve arcabouços sociais, ambientais e, principalmente, econômicos”, afirmou nesta terça-feira (28), durante entrevista ao Pré-Market, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Colombo explicou que o reposicionamento global da matriz energética ganhou força diante da vulnerabilidade de países dependentes de fornecedores externos. “Os conflitos na Europa mostraram ao mundo o perigo da dependência de fornecedores externos de insumos energéticos. Isso motivou os países a repensarem suas estratégias”, destacou.
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Para o especialista, a China se tornou protagonista na transição energética ao dominar a cadeia produtiva dos painéis solares e oferecer escala ao mercado internacional. “A China se tornou um grande player global nesse cenário porque possui uma estrutura social e ambiental que permite disponibilizar a principal tecnologia atual – o painel solar – com muita facilidade para o mercado mundial”, explicou.
Ele ressaltou que o Brasil precisa compreender essa dinâmica para aproveitar oportunidades sem aprofundar dependências estratégicas. “O equilíbrio do Brasil passa por entender essa dinâmica econômica global”, frisou.
Na avaliação de Colombo, o principal fator para o sucesso brasileiro na nova economia energética será a continuidade de políticas públicas e incentivos de longo prazo. “A palavra-chave é consistência. Estamos vendo mudanças sequenciais. A transição não é apenas tecnológica, mas uma mudança sistêmica global que exige um conjunto de políticas e incentivos”, pontuou.
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Ele defendeu que a transformação precisa ocorrer tanto na oferta quanto na demanda por energia. “Precisamos eletrificar tanto a indústria quanto o consumo final, como os veículos elétricos, para que o mercado responda de forma consistente”, acrescentou.
O professor afirmou que a energia solar oferece uma vantagem competitiva relevante ao país por permitir geração próxima ao consumidor, reduzindo pressão sobre linhas de transmissão.“A energia solar tem uma vantagem estratégica: ela permite a geração distribuída”, ressaltou.
Segundo ele, isso possibilita instalar sistemas em telhados de casas, comércios e indústrias, aproximando a produção do consumo e elevando a eficiência do sistema elétrico. “Precisamos incentivar o consumo nos períodos de maior geração renovável e aproximar a geração dos centros de consumo para depender menos das grandes e custosas linhas de transmissão”, concluiu.
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Para Colombo, o Brasil reúne vantagens naturais relevantes para liderar a transição energética, mas precisará combinar planejamento, infraestrutura moderna e políticas estáveis para transformar potencial em competitividade global.
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