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Energia

União Europeia alerta para impacto prolongado da guerra no Irã e reforça aposta em energia limpa

Publicado 22/04/2026 • 16:00 | Atualizado há 3 semanas

KEY POINTS

  • A crise energética provocada pela guerra no Irã deve servir como um alerta para a Europa reduzir a dependência de combustíveis fósseis, afirmou Jorgensen.
  • O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e afetou o abastecimento de combustível de aviação na Europa.
  • “Isso deve ser um alerta e um ponto de virada [...]”, disse o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, em coletiva de imprensa em Bruxelas.
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O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e afetou o abastecimento de combustível de aviação na Europa.

A crise energética provocada pela guerra no Irã deve servir como um alerta para que a Europa intensifique seus esforços para reduzir a dependência de combustíveis fósseis, afirmou Bruxelas nesta quarta-feira (22), destacando que os efeitos do conflito serão sentidos por anos.

O fechamento efetivo do Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e afetou o abastecimento de combustível de aviação na Europa.

“Isso deve ser um alerta e um ponto de virada — um momento em que a Europa se afasta da dependência de combustíveis fósseis e avança rumo à autonomia em energia limpa”, disse o comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, em coletiva de imprensa em Bruxelas.

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Mesmo que uma solução diplomática para o impasse entre Irã e Estados Unidos seja encontrada, os impactos da crise devem se estender por anos, afirmou.

“Mesmo no melhor cenário, a situação ainda será bastante difícil nos próximos meses, e os efeitos vão durar anos”, disse Jorgensen.

Ele destacou que danos à infraestrutura de gás no Catar, por exemplo, podem levar anos para serem totalmente reparados, pressionando os preços do gás natural liquefeito.

Como resposta, a Comissão Europeia apresentou medidas para ajudar os 27 países do bloco a enfrentar os desafios atuais e futuros.

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Entre elas estão a flexibilização de regras de auxílio estatal, coordenação no armazenamento de gás e um plano de eletrificação para acelerar a transição para fontes limpas produzidas localmente.

Também será criado um “observatório de combustíveis” para monitorar produção, importações, exportações e estoques de combustíveis de transporte na União Europeia.

O foco inicial será o querosene de aviação. Embora o bloco afirme não haver, até o momento, evidências de escassez efetiva, os estoques já enfrentam pressão em algumas regiões.

“Podemos, de fato, chegar a uma situação em que isso se torne um problema real para nós”, disse Jorgensen.

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“Muitas pessoas vão viajar neste verão. Muitas cidades, regiões e países dependem do turismo. E, naturalmente, estão muito preocupados.”

A Comissão informou que trabalhará com Estados-membros, fornecedores de combustível, aeroportos e companhias aéreas para buscar fontes alternativas e melhorar a distribuição dentro do bloco, garantindo o abastecimento.

Cerca de 20% do combustível de aviação consumido na União Europeia depende de importações que passam pelo Estreito de Ormuz, atualmente afetado pela guerra.

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