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Energia

Aporte da Alemanha em energia limpa pode impulsionar competitividade do Brasil, mas desafio é execução

Publicado 24/04/2026 • 07:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Alemanha anunciou R$ 4 bilhões para projetos de energia limpa e transporte no Brasil.
  • A especialista em clima e sustentabilidade Ana Luci Grise afirmou que o aporte representa um passo importante, sobretudo por direcionar recursos ao Fundo Clima e ao setor de mobilidade.
  • Apesar do potencial em energia renovável, especialmente em regiões como o Nordeste, o país ainda enfrenta desafios para aproveitar plenamente essa capacidade.

O investimento de quase R$ 4 bilhões anunciado pela Alemanha para projetos de energia limpa e transporte no Brasil deve fortalecer a competitividade da indústria nacional e acelerar a transição energética. Apesar disso, especialistas avaliam que o volume, embora relevante, ainda é insuficiente diante das necessidades do país.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a especialista em clima e sustentabilidade Ana Luci Grise afirmou que o aporte representa um passo importante, sobretudo por direcionar recursos ao Fundo Clima e ao setor de mobilidade.

Segundo ela, o foco em transporte é estratégico ao estimular a integração de alternativas aos combustíveis fósseis, como etanol, eletricidade e biometano. Esse movimento tende a beneficiar empresas já alinhadas a modelos mais sustentáveis, ampliando sua competitividade.

“É um valor significativo para um país em desenvolvimento, mas ainda serão necessários novos aportes para avançarmos”, afirmou.

A especialista destaca que, diante de limitações tecnológicas e regulatórias, o Brasil deve priorizar soluções já consolidadas. É o caso das fontes renováveis, como energia solar e eólica, que já fazem parte da matriz energética do país — em alguns momentos, inclusive, com excesso de geração.

Por outro lado, tecnologias mais avançadas, como o hidrogênio verde, ainda enfrentam desafios. Entre eles, o alto custo, a falta de maturidade tecnológica, a ausência de um mercado consolidado e incertezas regulatórias. “O caminho natural é avançar primeiro nas soluções mais viáveis no curto prazo”, disse.

Grise reconhece que o Brasil pode avançar em ritmo mais lento do que países como a China, que lidera investimentos em tecnologias de ponta. No entanto, ela pondera que diferenças nos modelos econômicos e institucionais explicam parte dessa defasagem. “O importante é alinhar a ambição com a capacidade de execução”, afirmou.

Infraestrutura ainda é gargalo

Apesar do potencial em energia renovável, especialmente em regiões como o Nordeste, o país ainda enfrenta desafios para aproveitar plenamente essa capacidade. Um dos principais entraves está na infraestrutura de transmissão e distribuição de energia.

A especialista aponta que investimentos em modernização do sistema elétrico são essenciais para lidar com a geração distribuída. Neste contexto, tecnologias de armazenamento, como baterias de grande escala, surgem como alternativa para equilibrar oferta e demanda.

Estas baterias permitem armazenar energia gerada fora do horário de pico e utilizá-la nos momentos de maior consumo. Embora a China lidere esse tipo de desenvolvimento, o tema já começa a ganhar espaço no Brasil.

Além do setor elétrico, o avanço da transição energética depende de melhorias em infraestrutura de transporte. A expansão de veículos elétricos, por exemplo, exige a ampliação de pontos de recarga. Já o uso de biometano demanda redes de abastecimento adaptadas.

Para Grise, o país já conta com avanços regulatórios importantes, como o plano de transformação ecológica e a taxonomia sustentável, que ajudam a atrair investimentos. O desafio agora, segundo ela, é estruturar projetos e garantir coordenação entre governo, estados, municípios e iniciativa privada. “O capital existe. O que falta é execução”, concluiu.

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