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Defesa da Enel amplia explicações sobre o apagão
Publicado 21/12/2025 • 10:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/12/2025 • 10:07 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução/X/@BDesliga
Enel fala em evento climático inédito e volta a propor enterrar fios
A Enel afirmou que o apagão registrado em São Paulo decorreu de um evento climático considerado histórico. Segundo a concessionária, a Região Metropolitana foi atingida por ventos de até 98 km/h por cerca de 12 horas, sem registro de chuvas, condição classificada como inédita por institutos meteorológicos.
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De acordo com a empresa, mais de 1.300 ocorrências de queda de árvores foram registradas pelo Corpo de Bombeiros, o que provocou danos severos à infraestrutura elétrica. Árvores de grande porte atingiram a rede, houve tração de fios, avarias em postes e equipamentos, exigindo uma atuação coordenada com prefeituras, Defesa Civil e Bombeiros.
A Enel afirma que restabeleceu o fornecimento para 1,8 milhão de clientes nas primeiras 24 horas, de um total de 2,2 milhões afetados inicialmente. Na sequência, a continuidade dos ventos teria provocado novos desligamentos, elevando novamente o número de chamados.
Segundo a Enel, o plano de contingência foi acionado antes e durante o evento, com a mobilização de até 1.800 equipes nos 24 municípios da área de concessão, incluindo reforços de outras distribuidoras. Além disso, a empresa afirma ter ampliado a capacidade do call center e disponibilizado cerca de 700 geradores para atendimento de serviços prioritários.
A concessionária nega que reduções no quadro de pessoal tenham comprometido a resposta em campo. Segundo a Enel, os ajustes ocorridos desde 2019 se concentraram em áreas administrativas, enquanto o efetivo operacional foi ampliado. A empresa afirma ter contratado cerca de 1.200 profissionais operacionais entre o início de 2024 e março de 2025 e outros 450 entre outubro e dezembro.
Questionada sobre a recorrência de apagões apesar das multas aplicadas por órgãos reguladores, a Enel afirma que parte das penalidades está em fase de recurso, conforme as regras do setor. Segundo a concessionária, os valores das multas seguem critérios regulatórios baseados na receita líquida.
A empresa reafirma compromisso com os clientes e com os municípios atendidos, sustentando que os eventos recentes decorrem de condições climáticas classificadas como extremas. A Enel argumenta que houve ineditismo na combinação de intensidade e duração dos ventos, fator que teria ampliado os impactos sobre a rede.
Sob pressão política e regulatória, a Enel voltou a defender a ampliação do enterramento da fiação elétrica em São Paulo como uma das principais alternativas para reduzir apagões causados por ventos e quedas de árvores. Atualmente, menos de 1% dos mais de 20 mil quilômetros de rede da capital é subterrânea.
A concessionária afirma estar disposta a realizar os investimentos, mas condiciona a iniciativa a um plano coordenado com o poder público e à definição de mecanismos de remuneração. Segundo a empresa, o custo elevado do enterramento exige debate sobre impactos tarifários e divisão de responsabilidades.
Programas municipais anteriores avançaram de forma limitada, o que mantém o enterramento de fios como um dos pontos centrais da discussão sobre o futuro da concessão da Enel.
A Enel afirma ter investido mais de R$ 10 bilhões em São Paulo desde que assumiu a concessão, em 2018. Para o período de 2025 a 2027, a empresa aprovou um plano adicional de R$ 10,4 bilhões, atualmente em execução.
Entre as ações destacadas estão a automação de 98% da rede de média tensão, a expansão do uso de medidores inteligentes, a ampliação das podas preventivas de árvores e o reforço da frota operacional. A empresa também cita a abertura de novas bases, a descentralização de centros de despacho e o uso de motoeletricistas para reduzir o tempo de resposta.
Segundo a concessionária, mais de 630 mil podas foram realizadas em 2024 e 2025 em toda a área de concessão, sendo cerca de 230 mil apenas na cidade de São Paulo em 2025.
A concessão da Enel em São Paulo vence em 2028, e a empresa já solicitou renovação antecipada. A sequência de apagões e a pressão política, judicial e regulatória elevaram o risco de alternativas como intervenção, caducidade ou venda da operação, hipótese já adotada pela companhia em Goiás.
Enquanto a Agência Nacional de Energia Elétrica avalia os próximos passos, a defesa apresentada pela Enel recoloca no centro do debate a capacidade da rede elétrica de São Paulo de lidar com eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.
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