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Energia

Petrobras inicia operação de plataforma em Búzios em meio à pressão global sobre petróleo

Publicado 01/05/2026 • 22:40 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Petrobras iniciou a operação da P-79 no Campo de Búzios, antecipando o cronograma em três meses e reforçando a produção de óleo e gás no país.
  • A nova plataforma tem capacidade de 180 mil barris por dia e 7,2 milhões de m³ de gás, elevando a produção total do campo para cerca de 1,33 milhão de barris diários.
  • O início ocorre em meio ao choque global do petróleo causado pela guerra no Irã, que pressiona preços e afeta a oferta internacional da commodity.

Divulgação / Petrobras

A Petrobras informou que iniciou, nesta sexta-feira (1), a operação da plataforma P-79, localizada no Campo de Búzios, na Bacia de Santos, no litoral do Sudeste. Segundo a companhia, o início das atividades foi antecipado em três meses.

A estrutura tem capacidade para produzir 180 mil barris de óleo por dia e realizar a compressão de 7,2 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. O equipamento é um FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência).

Produção em Búzios ganha escala

A P-79 é a oitava plataforma em operação no Campo de Búzios. Com a entrada da unidade, a produção total deve atingir cerca de 1,33 milhão de barris por dia. A operação também prevê a exportação de gás para o continente por meio do gasoduto Rota 3, com potencial de acrescentar até 3 milhões de m³ por dia à oferta nacional.

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A plataforma foi construída na Coreia do Sul e chegou ao Brasil em fevereiro, já com equipe da Petrobras a bordo para acelerar o comissionamento, estratégia que também foi utilizada na P-78, em operação desde dezembro de 2025.

Estrutura do campo e expansão

A P-79 integra o módulo Búzios 8, que prevê 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores, utilizados para manter a pressão do reservatório e otimizar a extração. Descoberto em 2010, o Campo de Búzios é o maior do país em reservas de petróleo e superou, no ano passado, a marca de 1 milhão de barris produzidos por dia.

Localizado a cerca de 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, o reservatório está a aproximadamente 2 mil metros de profundidade. Além da nova unidade, já operam no campo os FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.

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A Petrobras prevê adicionar quatro novas plataformas nos próximos anos, sendo três já em construção (P-80, P-82 e P-83) e uma em fase de licitação. A produção em Búzios ocorre por meio de um consórcio liderado pela estatal, com participação das chinesas CNOOC, CNODC e da Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA).

Produção cresce em meio a choque global

O início da operação da P-79 ocorre em um momento de forte volatilidade no mercado internacional, com o preço do petróleo pressionado pela guerra no Irã.

O conflito teve início em 28 de fevereiro, envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, região que concentra importantes produtores e o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

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O bloqueio da passagem pelo Irã tem provocado distúrbios logísticos, reduzindo a oferta global e elevando os preços da commodity.

Impactos no Brasil e resposta do governo

Como o petróleo e seus derivados são commodities negociadas globalmente, a alta internacional afeta os preços internos, mesmo em países produtores como o Brasil. O país ainda depende de importações, especialmente de diesel, que representa cerca de 30% do consumo interno.

A Petrobras já indicou que avalia tornar o Brasil autossuficiente no combustível em até cinco anos.

O governo brasileiro tem adotado medidas para conter a alta dos preços, como isenção de impostos e subsídios a produtores e importadores, buscando mitigar os efeitos do cenário internacional.

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