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Energia

Parceria com México reforça liderança da Petrobras em exploração offshore

Publicado 25/06/2026 • 13:58 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Acordo entre Petrobras e Pemex reforça o reconhecimento internacional da tecnologia brasileira em águas profundas.
  • Especialista avalia que parceria pode abrir caminho para a internacionalização da Petrobras e novos projetos conjuntos.
  • Rentabilidade da exploração continua sustentada por preços do petróleo e avanços tecnológicos, afirma economista.

A cooperação firmada entre a Petrobras e a estatal mexicana Pemex representa um reconhecimento internacional da capacidade tecnológica desenvolvida pela companhia brasileira na exploração em águas profundas, afirmou André Mirksy, economista e consultor financeiro. Segundo ele, embora o acordo não preveja investimentos imediatos, a iniciativa sinaliza ao mercado o potencial de expansão internacional da estatal.

O especialista explicou que a parceria atende aos interesses dos dois países. Enquanto a Petrobras acumulou experiência na exploração do pré-sal, a Pemex busca desenvolver reservas em águas profundas do Golfo do México, mas ainda não dispõe da mesma capacidade tecnológica.

“A Pemex tem interesse em explorar a parte das águas profundas do Golfo do México, mas ela não tem tecnologia para isso. O primeiro ponto desse acordo é o reconhecimento internacional da expertise que a Petrobras adquiriu ao longo dos últimos anos por conta da exploração do pré-sal, que foi muito bem-sucedida”, destacou durante entrevista nesta quinta-feira (25) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Leia também: Petrobras e Pemex firmam acordo e avançam em cooperação em petróleo e gás no México

Complementaridade

Na avaliação de Mirksy, os investimentos realizados por Brasil e México ao longo dos últimos anos seguiram caminhos diferentes e agora podem se complementar.

Segundo ele, enquanto o México concentrou esforços na ampliação da capacidade de refino e na redução da dependência das importações de combustíveis, a Petrobras direcionou recursos para a exploração de petróleo, desenvolvendo tecnologias pioneiras que hoje despertam interesse internacional.

“O Brasil investiu na produção e hoje é grande nisso, enquanto o México focou na arrumação da casa. Agora eles precisam repor seus campos petrolíferos que estão se esgotando, e é justamente aí que entra a tecnologia que a Petrobras detém. Esse casamento dos dois faz muito sentido”, afirmou.

Leia também: Petrobras pode ampliar protagonismo do Brasil em minerais críticos

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Viabilidade econômica

O economista ressaltou que a exploração em águas profundas exige investimentos elevados e depende diretamente do comportamento das cotações internacionais do petróleo. “O principal desafio é o preço do petróleo no mercado internacional. Se tivermos um barril abaixo de 50 dólares, essa exploração não é viável. Já em valores entre 70 e 80 dólares, ela se torna bastante rentável”, explicou.

Para Mirksy, mesmo com o avanço da transição energética, a demanda global por petróleo deverá permanecer elevada nos próximos anos, impulsionada não apenas pelos transportes, mas também pelo crescimento da infraestrutura digital.

“Com o crescimento da demanda internacional, inclusive para o resfriamento de data centers, cuja energia ainda depende do petróleo, a tendência é que os preços permaneçam em um nível que mantenha esse tipo de exploração rentável”, observou.

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Expansão internacional

Na avaliação do consultor, o acordo também fortalece a posição da Petrobras como referência global em exploração offshore e pode representar o início de uma atuação mais ampla da companhia fora do território brasileiro.

“Se esse acordo evoluir para uma joint venture ou um investimento conjunto, a Petrobras poderá participar da exploração dos campos mexicanos. Isso marca uma internacionalização da empresa e permite que ela dispute mercado com grandes companhias internacionais do setor”, concluiu.

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