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Energia

Preço do açúcar nos EUA ameaça usinas brasileiras

Publicado 29/04/2026 • 23:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O desequilíbrio entre o custo de produção e o preço de mercado do açúcar em Nova York ameaça a saúde financeira das usinas brasileiras na safra 2026/2027.
  • Segundo especialistas, o ponto de equilíbrio seria cerca de 18 centavos/lb, e a manutenção de preços baixos pode levar a perdas, redução de investimentos e possível quebra de safra futura.
  • Com o açúcar desvalorizado e o petróleo em alta, as usinas tendem a priorizar etanol, e o Brasil ganha vantagem estratégica no mercado global de biocombustíveis devido ao seu desenvolvimento no setor.

O desequilíbrio entre o custo de produção e o preço de mercado do açúcar em Nova York ameaça a saúde financeira das usinas brasileiras na safra 2026/2027.

Arnaldo Luiz Corrêa, especialista em commodities e sócio da Archer Consulting, explicou que a cotação atual, em torno de 13 centavos de dólar por libra-peso, não cobre os gastos operacionais, que superam os 16 centavos.

“Ninguém consegue produzir açúcar no mundo abaixo de 14 centavos. O Brasil precisaria de um preço lá fora em torno de 18 centavos de dólar por libra-peso para atingir o equilíbrio. Estamos muitos pontos abaixo desse patamar, o que significa que as usinas estão perdendo dinheiro a cada tonelada processada”, alertou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

O especialista ressaltou que o setor ainda sobrevive graças ao fôlego financeiro acumulado nos últimos anos de bonança. “Commodity é cíclico e as usinas ganharam dinheiro nas últimas cinco safras; imagino que tenham um pouco de colchão para aguentar essa situação. No entanto, se mantivermos esse nível de preço durante todo o ano, teremos menor renovação do canavial e falta de tratos culturais, o que refletirá em uma quebra de safra no futuro”, afirmou.

Diante do açúcar desvalorizado e do petróleo em alta, as usinas tendem a priorizar a produção de biocombustível. “Com o preço do petróleo operando acima de US$ 100 (R$ 502,00), vemos uma predisposição para uma maior produção de etanol. Países como a Índia, que dependem 82% do petróleo externo, já sinalizaram que vão aumentar a mistura na gasolina. Essa subida do barril assusta governos e força a busca por alternativas energéticas”.

A lição de casa feita pelo Brasil no setor de biocombustíveis coloca o país em posição de vantagem estratégica no cenário global.

“Vários países vão investir no etanol porque a guerra e a subida do petróleo mostraram a vulnerabilidade energética. O Brasil saiu muito bem dessa situação; a gasolina aqui não subiu nem de longe o que subiu lá fora, provando que estamos colhendo os frutos do pioneirismo no setor”, concluiu.

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