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EXCLUSIVO CNBC: CEO da Eli Lilly anuncia fábrica de US$ 6,5 bilhões no Texas para ampliar produção de pílula contra obesidade

Publicado 21/09/2026 • 20:29 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • David Ricks, CEO da Eli Lilly, afirma que a nova fábrica de US$ 6,5 bilhões em Houston produzirá medicamentos orais e insumos para a linha de GLP-1.
  • Ricks diz que o medicamento já representa cerca de um terço dos novos tratamentos orais de GLP-1 e será expandido para mercados internacionais.
  • A Eli Lilly espera uma decisão da FDA sobre o uso do medicamento no tratamento do diabetes tipo 2 ainda este ano.

A Eli Lilly investirá US$ 6,5 bilhões na construção de uma nova fábrica em Houston, no Texas, voltada principalmente à produção de medicamentos orais da linha de GLP-1 para tratamento da obesidade e do diabetes.

Em entrevista exclusiva à CNBC, David Ricks, CEO da farmacêutica, afirmou que a unidade também terá capacidade para produzir outros medicamentos destinados aos mercados dos Estados Unidos e internacional.

A fábrica será construída em uma área de 240 acres e faz parte de uma estratégia de expansão da capacidade produtiva da companhia. Segundo Ricks, a unidade será focada principalmente na produção de insumos químicos e medicamentos sintéticos utilizados no tratamento com GLP-1.

“Isso vai realmente focar nos medicamentos sintéticos ou API químico. Isso é para o pílulas ou para produtos de acompanhamento nessa linha”.

A expectativa da empresa é utilizar a unidade para abastecer o mercado doméstico e também exportar medicamentos para outros países. Segundo o executivo, a eficiência de produção dos medicamentos orais torna a capacidade instalada no Texas importante para a estratégia internacional da companhia.

O lançamento do medicamento oral contra obesidade também vem ganhando espaço no mercado americano. Ricks afirmou que cerca de um em cada três novos tratamentos iniciados na categoria de GLP-1 oral nos Estados Unidos corresponde ao medicamento da Eli Lilly.

A companhia vem ampliando os investimentos em construção de marca e educação médica desde o lançamento. A empresa também iniciou campanhas publicitárias voltadas ao consumidor durante o verão americano, incluindo uma ação com Martha Stewart.

“Até agora, tudo bem. Cerca de um em cada três novos inícios na categoria oral de GLP-1 vai para o Foundio, crescendo semana a semana”.

A Eli Lilly também começou a disponibilizar o medicamento em quatro ou cinco mercados internacionais e espera ampliar a presença para outros países nos próximos meses.

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A expansão ocorre em paralelo à abertura de uma nova frente de cobertura do Medicare para tratamentos contra obesidade. Segundo Ricks, cerca de 700 mil novos idosos começaram a utilizar medicamentos da classe dos GLP-1 desde 1º de julho.

O executivo afirmou que a Eli Lilly está capturando aproximadamente sete em cada dez desses novos pacientes. Parte deles utiliza o medicamento para obesidade já consolidado da companhia, enquanto a nova opção oral busca atender consumidores interessados na conveniência de um comprimido.

Ricks destacou que o tratamento injetável continua tendo papel relevante entre pacientes com maior peso corporal e complicações associadas à obesidade. O medicamento oral, por sua vez, pode atender pessoas que buscam perder entre 10 e 15 quilos e controlar a obesidade.

A expansão da cobertura pública também pode ampliar o mercado de GLP-1 nos Estados Unidos. Ricks avaliou positivamente a implementação da nova política e afirmou que a empresa não identificou grandes problemas logísticos até o momento.

Outro potencial vetor de crescimento está no tratamento do diabetes tipo 2. A Eli Lilly espera uma decisão regulatória da FDA ainda este ano sobre o uso do medicamento oral para essa indicação.

Ricks afirmou que existe uma demanda relevante entre pacientes com diabetes por alternativas orais. Segundo ele, a maior parte dos tratamentos utilizados no início do diabetes tipo 2 é administrada por via oral.

“Estamos ansiosos pela aprovação da FDA para oferecer outra opção de tratamento”, afirmou.

O CEO também destacou resultados apresentados pela companhia nesta primavera, que apontaram perda significativa de peso entre pacientes com diabetes e indicaram um possível benefício cardiovascular.

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