Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Antes de Operação da PF, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
Publicado 05/11/2026 • 13:21 | Atualizado há 9 minutos
ALERTA DE MERCADO:
Nasdaq cai mais de 4% e entra em território de correção em Wall Street
OpenAI promete pagar pela energia de data centers após eleições destacarem preocupações com IA
O que os bilionários de Wall Street estão dizendo sobre a vitória esmagadora dos democratas nas eleições de meio de mandato
Dow Jones dispara 1.500 pontos e registra seu melhor pregão desde abril de 2025 após vitória expressiva dos democratas
Ações da Snap caem mais de 10% após receita do terceiro trimestre ficar abaixo das expectativas
Ações da Qualcomm caem 5% devido à previsão de lucros fracos, já que a escassez de memória afeta as vendas de smartphones
Publicado 05/11/2026 • 13:21 | Atualizado há 9 minutos
KEY POINTS
A QI Tech, fintech ligada a fundos que tiveram R$ 271,5 milhões bloqueados no âmbito da Operação Catéter, já havia sofrido uma derrota na Justiça de São Paulo em um processo envolvendo um suposto esquema de pirâmide financeira.
Em junho, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou um recurso da instituição e manteve sua inclusão em uma cobrança superior a R$ 2 milhões, relacionada a prejuízos de investidores do grupo GR Canis Majoris.
A decisão foi tomada pela 22ª Câmara de Direito Privado do TJSP, no julgamento do Agravo de Instrumento nº 2383700-24.2024.8.26.0000, relatado pelo desembargador Carlos Russo. Os magistrados mantiveram o entendimento da primeira instância, que havia autorizado a cobrança contra a fintech e determinado o bloqueio cautelar de ativos para garantir o pagamento da dívida.
O processo judicial é anterior às Operações Catéter e Enxágue, deflagradas neste mês pelo Ministério Público do Paraná, pela Polícia Civil e pela Receita Federal. As investigações apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsidade ideológica em uma rede empresarial do setor de subprodutos animais.
A QI Tech nega participação nas irregularidades e afirma que não é investigada nas operações policiais.
O processo que levou à derrota da QI Tech começou na 22ª Vara Cível do Foro Central da Capital, após um investidor recorrer à Justiça para recuperar valores aplicados em empresas vinculadas ao grupo GR Canis Majoris. Entre as companhias envolvidas estavam Canis Majoris Ltda., Topspin Soluções de Pagamento Ltda. e Tawlk Tech Payments Ltda.
O grupo é apontado em diferentes ações judiciais como responsável por uma estrutura de captação de investimentos que prometia rendimentos elevados. Após o encerramento das atividades, investidores passaram a buscar judicialmente a devolução do dinheiro aplicado.
No caso analisado pelo TJSP, o credor tentou localizar bens das empresas originalmente responsáveis pela dívida, mas as buscas patrimoniais não apresentaram resultados suficientes para assegurar o pagamento. A falta de recursos disponíveis levou o investidor a sustentar que as companhias haviam passado por esvaziamento patrimonial e encerramento irregular das operações.
Diante disso, ele solicitou que a cobrança fosse ampliada para alcançar outras instituições supostamente vinculadas à estrutura financeira utilizada pelo grupo, incluindo a QI Sociedade de Crédito Direto S/A e fundos de investimento estruturados.
Leia também: Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
A argumentação apresentada no processo sustentou que empresas responsáveis pelo processamento e pela liquidação das operações financeiras teriam participado da estrutura utilizada para movimentar os valores captados dos investidores.
A QI Tech atua no modelo conhecido como Banking as a Service (BaaS), pelo qual oferece infraestrutura tecnológica e financeira para que outras companhias disponibilizem serviços bancários aos clientes. Na prática, esse modelo permite que empresas ofereçam contas digitais, cartões, empréstimos e meios de pagamento utilizando a estrutura de uma instituição autorizada a operar no sistema financeiro.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCPara o credor, a participação de prestadores de serviços nessa cadeia de movimentação dos recursos justificaria a extensão da cobrança, uma vez que as empresas inicialmente responsáveis pelos pagamentos não apresentavam patrimônio suficiente.
A Justiça aceitou o pedido de desconsideração da personalidade jurídica, mecanismo que permite, em determinadas circunstâncias, atingir bens de outras pessoas ou empresas para satisfazer uma dívida.
Na primeira instância, a magistrada responsável pela análise do caso reconheceu a existência de uma relação de consumo entre o investidor prejudicado e as plataformas de captação. Com base nesse entendimento, aplicou a chamada teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica.
Esse mecanismo permite ampliar a responsabilização patrimonial quando a separação formal entre empresas impede que um consumidor receba valores devidos. Nessa modalidade, não é indispensável comprovar fraude ou desvio de finalidade por parte da instituição que passa a integrar a cobrança.
A decisão também considerou a ausência de defesa de alguns dos envolvidos e entendeu que os argumentos apresentados pelos demais não eram suficientes para afastar o pedido do investidor.
Como medida de garantia, foi determinado o arresto cautelar de recursos existentes em contas bancárias da QI Tech. O procedimento busca preservar valores que possam ser utilizados para quitar a dívida, sem representar uma transferência definitiva ao credor.
A fintech contestou a decisão, mas não conseguiu revertê-la no julgamento de junho. Com a rejeição do recurso, permaneceram válidas sua inclusão no processo e as restrições patrimoniais impostas na primeira instância.
Agora, meses após a decisão do TJSP, o nome da QI Tech voltou a aparecer em um caso envolvendo suspeitas sobre movimentações financeiras, desta vez em decorrência de sua ligação com a Singulare, antiga Socopa. As Operações Catéter e Enxágue foram deflagradas em novembro de 2026 para investigar uma rede empresarial que atuava no comércio de sebo, gordura bovina e outros subprodutos de origem animal.
Segundo o Ministério Público do Paraná e os demais órgãos envolvidos, os investigados teriam utilizado empresas de fachada e documentos fiscais falsos para movimentar valores bilionários, reduzir irregularmente o recolhimento de ICMS e ocultar a origem de recursos. Parte das suspeitas envolve Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) estruturados e administrados pela Singulare.
De acordo com as investigações, esses fundos teriam sido utilizados para antecipar recebíveis sem lastro real, permitindo a circulação de dinheiro de origem supostamente ilícita no sistema financeiro. A operação de administração fiduciária da Singulare foi adquirida pela QI Tech em 2024, três anos após o fim do período em que, segundo a fintech, ocorreram as possíveis fraudes investigadas.
A empresa esclareceu que não é alvo nem investigada na operação. Também informou que a presença de agentes da Receita Federal em sua sede se limitou à coleta de informações cadastrais e registros históricos referentes à gestão anterior da corretora.
Segundo a instituição, as diligências não afetaram a continuidade de suas atividades.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Alertas de bomba atingem voos na França, Itália e Bulgária; caças são acionados
2
Ações da Toyota Industries despencam com plano de compra de $33 bilhões — maior queda em 10 meses
3
Companhias aéreas confirmam ameaças falsas de bomba após alertas atingirem 14 voos na Europa
4
Entidades criticam manutenção da taxa de juros; comércio vê cautela como necessária
5
“Master paraguaio”: escândalo de mais de US$ 167 milhões tem queda do presidente do Banco Central, dinheiro de clientes bloqueado e protestos pelo país