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EXCLUSIVO CNBC: CEO do BNY Mellon fala sobre a criação de plataforma de IA e diz já operar com “funcionários digitais”
Publicado 06/07/2026 • 19:52 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/07/2026 • 19:52 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Bank of New York Mellon, uma das maiores e mais antigas instituições globais de investimentos e serviços financeiros do mundo, reforçou a estratégia de inteligência artificial em entrevista exclusiva à CNBC dos Estados Unidos. Batizada de Eliza, em referência a Eliza Hamilton, esposa de Alexander Hamilton, fundador da instituição, a ferramenta é focada em inovação, governança e eficiência institucional.
Segundo o executivo, a visão do BNY Mellon sobre inteligência artificial é consistente desde o início dos investimentos na tecnologia, há três anos, quando o banco decidiu desenvolver sua própria plataforma proprietária.
O CEO do banco, Robin Vince, detalhou como a companhia vem investindo na tecnologia para transformar tanto a gestão interna quanto a experiência dos clientes E ainda rebateu a crítica do mercado financeiro, de que o sucesso em IA estaria associado ao volume de tokens consumidos. Para o executivo, essa é uma conclusão equivocada.
“Essa plataforma sempre foi projetada para ser capaz de trazer o melhor da IA e entregá-la aos nossos clientes e às nossas equipes. Nunca se tratou de maximizar o uso de tokens”, afirma.
Como exemplo prático dessa estratégia, o executivo citou a atuação de “funcionários digitais” que já operam em parceria com as equipes humanas do banco, tornando o trabalho mais produtivo e eliminando tarefas repetitivas em diversas áreas da instituição.
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Siga o Times | CNBCQuestionado se o verdadeiro problema do mercado estaria relacionado à dificuldade de outras empresas em mensurar corretamente o retorno sobre investimento (ROI) dos gastos com IA, o CEO confirmou essa leitura. Para ele, o banco busca o uso produtivo da inteligência artificial aplicada à resolução real de desafios corporativos.
Na prática, isso significa consumir grandes modelos como base, enquanto as próprias equipes internas desenvolvem agentes e soluções personalizadas. “Nós consumimos grandes modelos de linguagem. Nosso pessoal cria agentes. Nossas equipes estão criando soluções para realmente ter produtos que são melhorados através da IA”, diz.
O executivo destacou ainda que a instituição não recompensa simplesmente o uso intensivo de ferramentas de IA. Ele afirma que o banco valoriza colaboradores que investem tempo genuíno em capacitação.
“Temos um programa de vários estágios e algumas de nossas equipes estão investindo 30, 40, 50 horas de aprendizado para se tornarem verdadeiros pioneiros em IA, para que sejam a melhor versão de criadores de agentes, não apenas usuários de tokens”, finaliza.
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