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EXCLUSIVO CNBC: CFO da P&G vê impulso nas vendas, mas alerta para pressão de custos

Publicado 26/04/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Andre Schulten afirmou que a P&G registrou crescimento orgânico de vendas de 3,4% no trimestre.
  • CFO disse que a companhia cresceu em todas as sete regiões e nas 10 categorias em que atua.
  • Empresa prevê impacto negativo de cerca de US$ 1 bilhão nos lucros com alta de commodities e custos da cadeia de suprimentos.

A Procter & Gamble (P&G) vê ganho de impulso nos negócios, com crescimento amplo de vendas e avanço de participação em mercados estratégicos, mas espera pressão relevante de custos no próximo ano fiscal. É o que afirmou Andre Schulten, CFO companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.

A avaliação veio após a P&G divulgar resultados trimestrais acima das expectativas de Wall Street. Segundo Schulten, o desempenho mostrou expansão disseminada entre regiões e categorias.

“O resultado para nós é exatamente o que queríamos, que estamos construindo impulso”, afirmou. “E esse impulso é muito amplo.”

A companhia registrou crescimento orgânico de vendas de 3,4% no trimestre. Segundo o CFO, o resultado ficou à frente do mercado e foi sustentado por avanço em todas as sete regiões e nas dez categorias em que a empresa atua.

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“Nós entregamos crescimento consistente em sete regiões, todas as nossas regiões em crescimento e em todas as dez categorias”, disse. “Assim, um crescimento muito abrangente e robusto.”

Schulten também afirmou que a P&G vem estabilizando sua participação global de mercado. Segundo ele, a companhia aumentou a participação global em valor no último mês e acelerou a participação em volume nos Estados Unidos.

“Estamos aumentando as vendas, mas também estamos crescendo a participação nos mercados em que atuamos”, afirmou.

Outro ponto destacado pelo CFO foi o crescimento do lucro por ação, que ficou próximo ao ritmo de expansão da receita. Para Schulten, isso mostra que a empresa consegue sustentar investimentos no negócio ao mesmo tempo em que entrega resultados.

“Isso significa que podemos continuar investindo, continuar entregando esses resultados”, disse. “E isso é viabilizado por um trabalho de produtividade muito forte que a equipe está fazendo.”

Apesar do desempenho positivo, a P&G prevê pressão de custos. A companhia considera em sua projeção um impacto de US$ 150 milhões apenas no último trimestre do ano fiscal, ligado a transporte e outros custos da cadeia de suprimentos.

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Segundo Schulten, os efeitos mais relevantes devem aparecer no próximo ano fiscal, com aumento de custos de insumos ligados ao petróleo, como resinas e não tecidos.

“Vamos enfrentar um vento contrário de cerca de US$ 1 bilhão no impacto sobre os lucros devido ao aumento dos custos das commodities”, afirmou.

O CFO disse que a companhia já enfrentou situações semelhantes, como durante os gargalos logísticos da pandemia, mas reconheceu que o cenário atual representa um obstáculo relevante.

“Nós sabemos como enfrentar isso. Fizemos isso no passado com a cadeia de suprimentos da Covid. Então, estamos bem preparados, mas é um desafio significativo”, afirmou.

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