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EXCLUSIVO CNBC: United deve repassar 100% da alta do combustível até o fim do ano, diz CEO

Publicado 22/04/2026 • 17:06 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Scott Kirby disse que a United já repassa entre 40% e 50% da alta do combustível de aviação ao consumidor.
  • CEO afirmou que a companhia seguiu lucrativa no primeiro trimestre, mesmo com a disparada do insumo no fim do período.
  • Executivo evitou comentar rumores sobre uma possível fusão com a American Airlines após críticas de Donald Trump ao negócio.

A United Airlines deve repassar 100% da alta do combustível de aviação até o fim do ano ao consumidor final, afirmou o CEO da companhia, Scott Kirby, em entrevista exclusiva à CNBC. Segundo o executivo, a aérea já transfere entre 40% e 50% desse aumento às tarifas e segue lucrativa, mesmo após a disparada do insumo no fim do primeiro trimestre.

Kirby disse que os preços do combustível dobraram no fim do trimestre, mas afirmou que a United ainda registrou crescimento anual de lucro. Na avaliação dele, a velocidade do repasse tem sido incomum para o setor e reforça a capacidade da companhia de preservar resultados mesmo em um cenário de pressão de custos.

“Os preços do combustível dobraram no final do trimestre e ainda assim somos lucrativos, com crescimento de lucros ano a ano”, disse. “Estamos repassando no momento cerca de 40% a 50% do aumento do combustível. Isso é mais rápido do que me lembro na minha carreira.”

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Segundo o executivo, a expectativa é chegar a 100% desse repasse até o fim do ano. Kirby ponderou que não é realista transferir toda a alta imediatamente, mas afirmou que a United está preparada para enfrentar o choque no custo do querosene de aviação.

“Esperamos chegar a 100% até o fim do ano. Isso tem algum impacto este ano. Não é realista repassar tudo este ano, mas estaremos em 100% até o fim do ano”, afirmou.

Perguntado, Kirby evitou confirmar rumores sobre uma possível fusão com a American Airlines. O tema ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer também em entrevista exclusiva à CNBC que é contra uma eventual combinação entre as duas companhias.

Ao comentar a fala de Trump, o CEO da United não respondeu diretamente sobre a possibilidade de negócio, mas destacou o desempenho da empresa. “Eu adoro o fato de o presidente saber que a United está indo muito bem, o que é verdade”, afirmou.

Kirby reiterou que a United não comenta rumores sobre consolidação no setor. Segundo ele, a missão da companhia é construir uma companhia aérea mais competitiva, com foco em valor para o cliente e capacidade de competir globalmente.

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O executivo também criticou a perda de espaço das companhias americanas nas rotas internacionais de longa distância. Segundo ele, empresas estrangeiras, muitas delas estatais ou subsidiadas, operam 65% dos assentos de longa distância para os Estados Unidos, enquanto apenas cerca de 40% dos clientes vêm desses países.

Na avaliação de Kirby, esse desequilíbrio prejudica a United, a aviação dos Estados Unidos e os trabalhadores americanos. “Tenho pensado em maneiras nos últimos dois anos de como nós podemos resolver isso e criar uma ótima companhia aérea dos Estados Unidos, da qual todos os americanos possam se orgulhar”, disse.

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