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EXCLUSIVO CNBC: Coinbase quer levar ações dos EUA a 4 bilhões de pessoas sem corretora, diz CEO
Publicado 16/06/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 horas
Publicado 16/06/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A Coinbase quer ampliar o acesso global a ações americanas por meio de papéis tokenizados com lastro real, afirmou Brian Armstrong, cofundador e CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo Armstrong, a empresa anunciou ações tokenizadas com lastro de um para um. Na prática, disse ele, há uma participação real na companhia por trás do produto, com possibilidade de acesso a dividendos e direitos de acionista.
“Existe uma participação real na empresa por trás disso. Você pode se beneficiar dos dividendos, pode exercer seus direitos como acionista, mas também pode aproveitar os benefícios de estar na blockchain”, afirmou.
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Armstrong disse que a principal tese do produto é ampliar o acesso de investidores fora dos Estados Unidos a empresas americanas.
Segundo ele, muitos investidores globais ainda não conseguem acessar facilmente ações dos EUA por meio de corretoras tradicionais.
“Quatro bilhões de pessoas no mundo não têm nenhuma maneira de acessar investimentos dos Estados Unidos, como Nvidia ou ações da Coinbase”, disse.
Para o CEO, a tokenização pode permitir negociação 24 horas por dia, sete dias por semana, além de acesso mais aberto a investidores de diferentes países.
“É crucial para a liberdade financeira que todos no mundo tenham acesso a investimentos de alta qualidade”, afirmou.
A Coinbase também tem avançado em produtos ligados a futuros perpétuos fora dos Estados Unidos. Armstrong citou contratos relacionados a empresas pré-IPO, como a SpaceX, como exemplo de demanda por acesso antecipado a grandes companhias privadas.
Segundo ele, parte relevante da valorização dessas empresas costuma ser capturada antes da abertura de capital por investidores qualificados.
“Seria incrível se o setor varejista pudesse ter visibilidade mais cedo quando ainda é privado”, disse.
Armstrong afirmou que o objetivo é democratizar o acesso a empresas privadas em processo de abertura de capital, nos mercados onde esse tipo de produto está disponível.
“Queríamos tentar democratizar o acesso novamente”, afirmou.
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Questionado sobre críticas de bolsas tradicionais e riscos regulatórios, Armstrong disse que há conflito competitivo no debate.
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Seguir no Google“Sempre que alguém tem um conflito de interesses, você precisa levar o que essa pessoa diz com cautela”, afirmou.
O CEO defendeu que os Estados Unidos permitam o desenvolvimento desses mercados dentro do próprio país, em vez de deixar a maior parte das negociações em plataformas offshore.
Segundo ele, cerca de 80% das negociações de criptomoedas ocorrem em derivativos fora dos Estados Unidos.
“As pessoas precisam se lembrar de que, se as empresas americanas não permitirem, isso não significa que não vá acontecer”, disse.
Para Armstrong, trazer esse mercado para dentro da regulação americana ajudaria os Estados Unidos a manter liderança nos mercados financeiros.
“Não devemos deixar que a captura regulatória ou a dinâmica competitiva impeçam isso”, afirmou.
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