CNBC

CNBCFCC antecipa revisão de licenças da Disney e pressiona emissoras da ABC nos EUA

Empresas & Negócios

EXCLUSIVO CNBC: Combustível a US$ 150 pode levar aéreas europeias ao colapso, diz CEO da Ryanair

Publicado 28/04/2026 • 21:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Michael O’Leary afirma que a Ryanair tem hedge de 80% do combustível até março de 2027.
  • CEO diz que a empresa não fará reajustes nem cobrará sobretaxa de combustível, independentemente do cenário no verão.
  • Executivo criticou taxas ambientais e custos aeroportuários na Europa, especialmente na Alemanha.

CNBC

Michael O’Leary, CEO da Ryanair

A permanência do querosene de aviação em patamar elevado pode levar companhias aéreas europeias a dificuldades financeiras e até a falências nos próximos meses, afirmou Michael O’Leary, CEO da Ryanair, em entrevista exclusiva à CNBC.

O executivo disse que o preço do Jet A-1, um tipo de querosene, subiu de cerca de US$ 80 o barril em março para US$ 150 o barril. Segundo ele, a Ryanair está mais protegida do que concorrentes por ter travado 80% do preço do combustível até março de 2027.

“Somos a companhia aérea mais protegida e com mais hedge da Europa”, afirmou. “Podemos garantir às pessoas que não haverá aumento de preços nem sobretaxas de combustível, independentemente do que aconteça neste verão.”

O’Leary disse que a empresa chegou a se preocupar com o fornecimento no Reino Unido duas ou três semanas atrás, mas afirmou que a situação melhorou. Segundo ele, a maior parte do Jet A-1 consumido na Europa vem dos Estados Unidos, da Noruega e da África Ocidental, sem interrupções relevantes no abastecimento.

Leia também: Briga com Musk vira propaganda e impulsiona vendas da Ryanair

O CEO afirmou que é cada vez menos provável haver problemas de oferta, desde que os fluxos vindos dessas regiões para a Europa não sejam alterados. Ainda assim, disse que a reabertura do Estreito de Ormuz é importante para reduzir a pressão sobre os preços.

“Se os preços ficarem mais altos por mais tempo neste verão, achamos que vários concorrentes na Europa enfrentarão dificuldades financeiras reais”, disse. “Haverá falências se continuar a US$ 150 o barril em julho, agosto e setembro.”

Na avaliação do executivo, uma eventual quebra de concorrentes poderia beneficiar o modelo de negócios da Ryanair no médio prazo.

O’Leary também criticou as regras e taxas ambientais aplicadas ao setor aéreo europeu. Segundo ele, uma eventual escassez de combustível seria enquadrada como circunstância extraordinária, sem aplicação das regras de compensação a passageiros previstas na União Europeia.

O CEO afirmou que a crise expôs o que chamou de “escândalo” das taxas ambientais sobre viagens aéreas na Europa. Ele criticou o sistema ETS, que, segundo ele, tributa voos dentro da Europa, mas isenta rotas internacionais para fora do continente.

Para O’Leary, a União Europeia deveria reduzir o ETS e aproximar o modelo do Corsia, aplicado a companhias não europeias. Segundo ele, isso poderia reduzir tarifas aéreas para consumidores europeus em 10% a 15%.

“Se você realmente quer ser competitivo na Europa, precisamos reduzir o ETS”, disse. “Isso baixaria as tarifas aéreas para todos os consumidores europeus.”

O executivo também voltou a criticar os custos de operação na Alemanha, após a Ryanair anunciar o fechamento de sua base no aeroporto de Berlim. Segundo ele, a companhia revisa constantemente aeroportos alemães.

“O modelo de aviação alemão está completamente morto”, afirmou. “Eles destruíram completamente os voos de e para a Alemanha desde a Covid.”

O’Leary disse que as tarifas de controle de tráfego aéreo na Alemanha triplicaram, enquanto taxas de segurança e encargos a passageiros dobraram. Ele citou o aeroporto de Berlim Brandenburg, que, segundo ele, teve queda de 35% no tráfego desde a pandemia, mas elevou tarifas em 50% e ainda busca novo aumento de 10%.

Na avaliação do CEO, o país tenta responder à perda de competitividade com mais impostos, o que, segundo ele, aprofunda o problema.

Leia também: Ryanair eleva projeções para 2026 com alta demanda e aviões da Boeing

“A Alemanha é uma economia de alto custo e ineficiente, onde o governo acredita que pode tributar para chegar à competitividade. Não pode”, disse.

O executivo defendeu que a descarbonização do setor ocorra por meio de investimento em novas aeronaves e tecnologia, não pelo aumento de impostos sobre consumidores. Segundo ele, países como Suécia, Eslováquia e Itália caminham na direção contrária da Alemanha ao abolir taxas ambientais.

“Sim, precisamos descarbonizar, mas precisamos descarbonizar investindo em aeronaves de nova tecnologia. Não taxando consumidores”, afirmou.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Empresas & Negócios