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EXCLUSIVO CNBC: Citi não vê recessão como cenário-base e projeta crescimento global resiliente em 2026
Publicado 28/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/04/2026 • 21:30 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
O Citi não trabalha com recessão como cenário-base e espera que o crescimento global permaneça resiliente em 2026, apesar dos riscos ligados ao conflito, à inflação e aos preços de energia. É o que afirmou Tiina Lee, CEO do Citi no Reino Unido, em entrevista exclusiva à CNBC.
A executiva disse que os mercados têm se comportado de forma ordenada nos últimos meses, mesmo com vendas em alguns títulos públicos e necessidade maior de proteção por parte dos clientes.
“Os mercados, na verdade, tiveram um desempenho muito bom”, afirmou. “Vimos os mercados acionários praticamente em máximas históricas.”
Segundo Tiina, clientes do banco buscaram hedge para suas exposições, especialmente nos últimos três ou quatro meses. Ainda assim, ela afirmou que o ambiente de mercado segue funcionando de maneira adequada.
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Ao comentar os principais riscos no radar, a CEO disse que a maior incerteza está na duração e na profundidade do conflito. Para ela, o impacto mais relevante viria de uma pressão prolongada sobre os preços de energia.
“Ainda não sabemos, neste momento, a profundidade e a duração do conflito”, disse. “É realmente sobre quanto tempo ele vai durar.”
Tiina afirmou que um cenário de preços mais altos de petróleo por mais tempo teria implicações relevantes, mas destacou que esse não é o cenário-base do Citi. Segundo ela, o banco projeta crescimento de cerca de 2,7% em 2026, estimativa ajustada para baixo em 0,20 ponto percentual no último mês.
“Certamente, um ambiente recessivo não é nosso cenário-base”, afirmou.
A executiva também avaliou que a confiança de CEOs americanos se apoia na resiliência da economia dos Estados Unidos e no tamanho do mercado. Segundo ela, mesmo com incertezas macroeconômicas e geopolíticas, há uma percepção forte de oportunidade.
“A resiliência da economia dos Estados Unidos é fenomenal”, disse.
Tiina citou a inteligência artificial como um dos principais vetores desse otimismo. Na avaliação dela, o mercado vive “o ciclo de investimento mais significativo em uma geração”, impulsionado por IA, infraestrutura de dados e demanda por energia.
Segundo a CEO do Citi no Reino Unido, essa combinação tem sustentado decisões estratégicas de empresas mesmo em um ambiente de maior risco. Ela afirmou que os volumes de fusões e aquisições foram recordes no último trimestre, apesar dos ventos contrários.
“Quando falamos com CEOs, eles estão igualmente otimistas em relação às oportunidades para suas próprias empresas”, afirmou.
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Questionada sobre riscos ligados ao custo da energia, ao impacto da guerra sobre consumidores e a possíveis exageros de valuation relacionados à IA, Tiina disse que ainda há um volume expressivo de oportunidades de negócios.
A executiva afirmou que a América do Norte segue como mercado prioritário para companhias multinacionais. Segundo ela, empresas chinesas também continuam vendo a região como principal destino de exportação.
“O tamanho e a escala desse mercado fazem dele algo que você não pode ignorar”, concluiu.
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