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EXCLUSIVO CNBC: Lyft, rival da Uber nos EUA, vê corridas em recuperação, diz CEO
Publicado 08/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
A Lyft, plataforma de transporte por aplicativo e principal concorrente da Uber nos Estados Unidos, não vê sinais de enfraquecimento relevante do consumidor no país, apesar de ter reportado resultados mistos no primeiro trimestre. É o que afirmou David Risher, CEO da companhia, em entrevista exclusiva à CNBC.
A empresa superou as estimativas de receita, mas ficou abaixo do esperado em lucro, passageiros ativos e total de corridas. Ainda assim, Risher afirmou que a companhia teve o melhor trimestre financeiro de sua história.
“Foi uma ótima combinação. O melhor trimestre financeiro de todos, quase US$ 5 bilhões em reservas. Ebitda ajustado subiu 37% ano a ano, US$ 1,1 bilhão em caixa livre. Esse é o maior valor na história da empresa”, disse.
Segundo o executivo, o volume de corridas chegou a cerca de 237 milhões no trimestre. Ele atribuiu parte da fraqueza inicial a grandes tempestades, que teriam custado entre 2 milhões e 3 milhões de corridas à companhia.
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Risher afirmou que a demanda voltou a acelerar a partir de fevereiro. “Quando chegamos ao Super Bowl, estávamos com crescimento de dois dígitos. No Dia de São Patrício, crescimento de dois dígitos. Março teve o maior número de corridas da história para uma semana”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de um problema operacional, o CEO descartou essa leitura. Segundo ele, a Lyft está buscando passageiros cerca de um minuto mais rápido do que há alguns anos, enquanto as desistências de motoristas estão em mínimas recordes e as horas trabalhadas por motoristas estão em máximas recordes.
“Definitivamente não é um problema operacional”, afirmou. “Eu entendo que as pessoas queiram encontrar uma explicação, mas acredito que há mais ruído do que sinal aqui.”
Risher também disse que o transporte por aplicativo segue sendo parte essencial da rotina dos consumidores. Segundo ele, as viagens de deslocamento diário atingiram recorde histórico, e o movimento em aeroportos continua forte.
Ao comentar o comportamento dos consumidores, o CEO afirmou que muitos passageiros estão tentando maximizar recompensas e fazer o dinheiro render mais por meio de parcerias com empresas como United, Hilton e Chase Sapphire Reserve.
“As pessoas estão sendo espertas, pensando em como fazer o dinheiro render mais”, disse.
Segundo Risher, os programas de pontos e milhas formam um ecossistema que pode beneficiar passageiros, parceiros e a própria Lyft. Ele afirmou que usuários podem ganhar milhas ao fazer corridas ou usar milhas para pagar deslocamentos.
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“Essa maximização de recompensas é algo real, e veremos cada vez mais disso”, afirmou.
O executivo disse que parte dessas parcerias é cofinanciada por empresas parceiras, que também se beneficiam ao se tornar o meio de pagamento principal dos consumidores. Para a Lyft, segundo ele, o modelo ajuda a atrair novos passageiros e a repassar ganhos de eficiência.
Risher afirmou ainda que a companhia vê força tanto em produtos mais acessíveis quanto em categorias premium. Segundo ele, veículos de maior margem, como Black, Black SUV, X e XL, estão em níveis recordes.
“O que você vê é que as pessoas estão subindo de categoria, mas também há uma atividade saudável nos níveis de recompensas e de esperar e economizar”, disse. “É bom ter um portfólio completo.”
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