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EXCLUSIVO CNBC: Volvo registra queda de 50% nas vendas na China e prepara mudança de estratégia, diz CEO

Publicado 23/10/2026 • 20:52 | Atualizado há 30 minutos

KEY POINTS

  • Hakan Samuelsson, CEO da Volvo Cars, afirma que as vendas da montadora na China caíram 50%, afetando a cobertura de custos fixos e a lucratividade.
  • Consumidores chineses passaram a buscar alternativas locais, enquanto fabricantes do país fortaleceram suas marcas e ofertas.
  • Nova estratégia prevê maior autonomia regional, veículos adaptados ao mercado chinês, plataformas compartilhadas com a Geely e desenvolvimento local de software e sistemas de assistência à condução.

A Volvo Cars registrou queda de 50% nas vendas na China, movimento que pressiona a lucratividade da montadora e levou a empresa a rever sua estratégia no país.

A companhia avalia que o modelo de comercializar veículos desenvolvidos na Europa para atender ao mercado global perdeu competitividade diante do avanço das fabricantes locais.

Em entrevista à CNBC, Hakan Samuelsson, CEO da Volvo Cars, afirmou que os veículos vendidos anteriormente na China tinham boa aceitação e permitiam cobrar preços mais elevados. Esse cenário mudou com a preferência dos consumidores por alternativas locais e o fortalecimento das marcas chinesas.

“Agora, os clientes estão buscando alternativas locais, e as marcas locais também se fortaleceram muito”.

A queda nas vendas também tem impacto direto sobre a estrutura financeira da empresa. Com menos veículos comercializados, os modelos desenvolvidos para o mercado chinês deixam de contribuir como esperado para a cobertura dos custos fixos, tornando-se um dos principais fatores por trás da redução da lucratividade.

Para recuperar competitividade, a Volvo definiu uma nova estratégia ao longo dos últimos seis meses. O plano prevê uma estrutura regional mais descentralizada, com maior autonomia para as operações locais e veículos desenvolvidos de acordo com as características do mercado chinês.

“Para continuarmos competitivos na China como uma marca global, precisamos de uma nova estratégia”.

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Entre as mudanças previstas está a utilização de plataformas compartilhadas com a Geely, grupo controlador da Volvo.

A medida faz parte do esforço para reduzir custos e tornar os veículos mais competitivos em preço.

A companhia também pretende desenvolver localmente componentes tecnológicos considerados essenciais para atender às expectativas dos consumidores chineses.

Isso inclui sistemas de software, plataformas de infoentretenimento, tecnologias avançadas de assistência ao motorista (ADAS) e recursos de direção autônoma.

“Precisamos de um pacote de software desenvolvido na China. Sistemas de infoentretenimento e também sistemas ADAS e de direção autônoma precisam ser desenvolvidos localmente. Sem isso, acredito que não dá para vender carros na China”.

O CEO avalia que a adaptação não é uma necessidade exclusiva da Volvo, mas um desafio para outras montadoras ocidentais que atuam no país.

A mudança na preferência dos consumidores e o avanço da indústria automotiva chinesa exigem uma revisão na forma como as empresas globais desenvolvem, produzem e comercializam seus veículos no mercado local.

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