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Oncoclínicas apresenta novo plano de recuperação extrajudicial para reorganizar dívida de R$ 5,7 bilhões
Publicado 23/10/2026 • 19:33 | Atualizado há 12 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 19:33 | Atualizado há 12 minutos
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Oncoclínicas apresentou nesta sexta-feira (23) uma nova versão de seu plano de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 5,7 bilhões em dívidas.
A proposta substitui o plano protocolado em 28 de agosto e busca renegociar compromissos da companhia e de algumas de suas controladas com credores sem garantia específica. O valor não inclui créditos entre empresas do próprio grupo.
O novo desenho prevê diferentes formas de pagamento. Entre elas estão a substituição de parte das dívidas por novos compromissos financeiros, o alongamento dos prazos, a entrega de determinados ativos, a emissão de debêntures conversíveis e a possibilidade de pagamento de parte dos valores com ações da própria Oncoclínicas.
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Algumas opções também poderão envolver descontos sobre os valores devidos. Fornecedores que mantêm relação comercial com a companhia terão condições específicas previstas no plano.
A Oncoclínicas informou que espera obter a adesão de credores que representem um percentual superior ao mínimo exigido pela legislação para a aprovação do plano.
Depois que essas adesões forem formalizadas, será aberto um prazo de 30 dias, contado a partir da publicação do edital, para que os credores possam apresentar eventuais contestações.
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Siga o Times | CNBCNa sequência, o plano deverá ser analisado pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, onde tramita o processo.
Se for homologado, passará a vincular a companhia, as empresas incluídas na recuperação e os credores abrangidos pela proposta.
A recuperação extrajudicial é uma tentativa de reorganizar as dívidas negociando novas condições com os credores, sem interromper as atividades da empresa.
A Oncoclínicas afirma que o objetivo é reduzir a pressão financeira no curto e no médio prazo e distribuir os pagamentos ao longo de um período maior.
A companhia também reforçou que o processo não inclui obrigações assumidas após o pedido de recuperação, como pagamentos correntes relacionados à operação.
Segundo a empresa, os atendimentos e demais atividades seguem normalmente, assim como os compromissos atuais com clientes, fornecedores e outros parceiros.
O documento apresentado nesta sexta substitui formalmente a versão protocolada em 28 de agosto de 2026.
A companhia não informou quais credores já concordaram com a nova proposta nem qual percentual de adesão foi alcançado até agora.
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