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EXCLUSIVO CNBC: Wells Fargo vê ambiente favorável para fusões e aquisições e mira expansão do banco de investimento, diz CEO

Publicado 09/09/2026 • 22:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Charlie Schar, CEO do Wells Fargo, afirma que a combinação de capital disponível, liquidez e mudanças no ambiente empresarial favorece a realização de novas transações.
  • Schar diz que o banco elevou sua participação no mercado de investment banking dos EUA para 4,3% e passou ao sexto lugar em fusões e aquisições anunciadas.
  • O executivo afirma que o Wells Fargo pretende elevar o retorno sobre patrimônio tangível para uma faixa de 17% a 18%, apoiado pela expansão dos negócios.

O ambiente para fusões e aquisições voltou a ganhar força nos Estados Unidos, impulsionado pela ampla disponibilidade de capital e por um mercado considerado favorável à realização de novas transações.

Para Charlie Schar, CEO do Wells Fargo, este é o momento de empresas e investidores avançarem com negociações.

Em entrevista exclusiva à CNBC, Schar afirmou que a atividade de negócios permanece aquecida em diferentes setores e que a liquidez disponível cria condições para a continuidade desse movimento.

Schar participou de uma conferência que reuniu mais de 300 empresas e cerca de 850 investidores, quase o dobro do número registrado no ano anterior. Segundo ele, a presença de investidores e companhias no evento reflete o interesse em discutir as mudanças em curso na economia e nos mercados.

Para o CEO, enquanto não houver uma alteração significativa na liquidez ou nos spreads de crédito, a tendência é que a atividade de negócios continue.

O movimento também faz parte da estratégia de expansão do Wells Fargo no banco de investimento. A instituição aumentou sua participação no mercado de investment banking nos Estados Unidos para 4,3%.

O banco também passou a ocupar a sexta posição em fusões e aquisições anunciadas, ante o 14º lugar registrado alguns anos atrás.

Apesar do avanço, Schar considera que a instituição ainda está no início de sua oportunidade de crescimento. O Wells Fargo compete com grandes bancos de investimento, como JPMorgan, Goldman Sachs e Morgan Stanley, além de instituições menores especializadas em determinadas áreas.

A estratégia do banco é utilizar sua ampla base de relacionamentos para ampliar a participação em diferentes negócios. Schar destaca que o Wells Fargo mantém relações de longo prazo com empresas, oferece crédito e serviços de gestão de caixa e possui um balanço capaz de sustentar novas operações.

“Temos um balanço patrimonial, inteligência, relacionamentos, emprestamos para pessoas, fornecemos serviços de gestão de caixa, atendemos muitos desses clientes há décadas”.

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O crescimento do banco de investimento também está relacionado à expansão das operações de crédito. Após a suspensão do limite de ativos que restringia o crescimento do Wells Fargo, a instituição voltou a ampliar seus ativos de financiamento.

Parte desses ativos apresenta retornos elevados, embora pressione a margem líquida do banco. A avaliação é de que o impacto sobre a margem tende a diminuir à medida que o novo mix de negócios se consolida.

O executivo rejeitou a ideia de que o Wells Fargo precise competir agressivamente por preço para conquistar participação no mercado de crédito.

“Não estamos competindo por preço. Estamos competindo por nossas habilidades, nosso relacionamento”.

Para Schar, essa estratégia permite ampliar os retornos sem comprometer a disciplina comercial da instituição.

O CEO também estabeleceu metas mais ambiciosas para a rentabilidade. O retorno sobre o patrimônio tangível, que anteriormente estava na faixa de um dígito alto, alcançou a meta de 15% estabelecida pela administração.

Agora, o Wells Fargo trabalha para chegar a uma faixa entre 17% e 18%.

“Estamos confortáveis em chegar lá em tempo razoável”, afirmou.

A melhora do retorno deve ser sustentada pelo crescimento dos diferentes segmentos do banco e pela mudança no mix de negócios.

Segundo o executivo, a instituição pretende demonstrar aos investidores que consegue transformar a expansão das operações em crescimento consistente dos resultados.

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