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Inteligência artificial é usada quase duas vezes mais para consultas pessoais do que no trabalho
Publicado 09/09/2026 • 23:30 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 09/09/2026 • 23:30 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
Foto: Unsplash
Inteligência artificial é usada quase duas vezes mais para consultas pessoais do que no trabalho
A inteligência artificial (I.A) ganhou espaço rapidamente na rotina dos usuários, mas ainda está longe de aparecer de forma igual em todas as áreas. O avanço também expõe diferenças importantes entre o uso pessoal e profissional da tecnologia.
Os dados mais recentes mostram que a adoção dentro das empresas avança em ritmo menor do que entre usuários que recorrem às ferramentas por conta própria.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística da Espanha, 38% dos residentes usam regularmente inteligência artificial. Entre eles, 30% recorrem à tecnologia para consultas pessoais.
Já o uso no trabalho chega a 18%, enquanto 16,2% utilizam I.A. em atividades ligadas à educação. Na prática, isso mostra que a presença da inteligência artificial na vida pessoal ainda supera a adoção no ambiente profissional.
Dessa forma, mesmo com os avanços da tecnologia avançada, os dados também demonstram que a I.A. segue fora das decisões ou auxílios empresariais. Além disso, especialistas alertam que manter a tecnologia fora do ambiente de trabalho tende a ser positivo.
A União Geral de Trabalhadores (UGT) avalia que a diferença não acontece porque os trabalhadores rejeitam a tecnologia. Para o sindicato, o principal obstáculo está na baixa integração da I.A. aos processos das próprias empresas.
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Siga o Times | CNBCDados de 2024 mostram que apenas 20% das companhias com mais de dez funcionários ofereciam treinamento voltado para a tecnologia. Nas microempresas, com menos de dez trabalhadores, esse percentual caía para apenas 3%.
Apesar do crescimento rápido da tecnologia, a UGT calcula que 23 milhões de pessoas na Espanha nunca utilizam ferramentas de I.A. O sindicato alerta que essa diferença pode ampliar desigualdades já existentes no acesso à tecnologia e no mercado de trabalho.
O perfil de quem mais utiliza I.A. concentra homens, jovens, moradores de grandes cidades, pessoas empregadas, com renda maior e escolaridade mais alta. Ainda assim, o uso da I.A. segue em sua maioria para pesquisas e uso pessoal.
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Diante desse cenário, a UGT defende a criação de um Plano Nacional de Qualificação em Inteligência Artificial. A proposta inclui cursos abertos aos usuários, formação profissional e programas específicos para pessoas desempregadas.
O objetivo é reduzir a desigualdade no acesso à tecnologia e aumentar a capacidade dos trabalhadores de usar a I.A. para habilidades profissionais. Vale destacar que o avanço da inteligência artificial também auxiliou na procura por novos funcionários do setor.
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