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EXCLUSIVO: Stellantis descarta cisão após rombo de R$ 138 bi e retorno aos motores V8
Publicado 06/02/2026 • 13:39 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 06/02/2026 • 13:39 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Daniele Mascolo / Reuters
Antonio Filosa, CEO da Stellantis
O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, disse nesta sexta-feira (6) que a montadora planeja seguir em frente como uma única empresa, em meio a especulações de que estaria melhor vendendo marcas ou se dividindo após resultados decepcionantes.
“A Stellantis é uma empresa global muito forte que tem muito orgulho de ter grupos regionais muito profundos”, disse Filosa, de origem italiana, a jornalistas durante uma teleconferência. “Faz todo o sentido permanecermos juntos. Queremos continuar juntos por muitos anos.”
Seus comentários surgem horas depois que a empresa anunciou 22 bilhões de euros (US$ 26 bilhões – R$ 138,3 bilhões) em encargos de uma reestruturação que inclui o recuo em planos de eletrificação e a reintrodução de motores V8 em modelos nos EUA.
Filosa descreveu as ações como um “importante ajuste estratégico do nosso modelo de negócios”, com a única intenção de colocar as preferências dos nossos clientes de volta no centro. Ele afirmou que a “missão é crescer” após quedas notáveis na participação de mercado nos últimos anos.
As ações da Stellantis despencaram mais de 20% nos mercados de Milão e Nova York.
Filosa não descartou especificamente a possibilidade de um refoco regional ou de reduzir o vasto portfólio de 14 marcas da empresa, que inclui as americanas Jeep, Ram e Chrysler, bem como as italianas Fiat e Alfa Romeo, que não tiveram bom desempenho doméstico.
“Queremos realmente gerir nossas marcas no sentido de fornecer a elas os produtos e a tecnologia que nossos clientes nos dirão que querem e precisam”, disse ele. “Esta é a nossa missão principal.”
Filosa disse que informações adicionais sobre os planos da empresa para o futuro serão apresentadas em um “investor day” em 21 de maio.
O anúncio de sexta-feira ocorre dias após executivos da Stellantis se reunirem com seus concessionários franqueados dos EUA na conferência anual da NADA, com a mensagem de que a montadora planeja aumentar as vendas em toda a sua linha de marcas.
A maior parte dos encargos anunciados — 14,7 bilhões de euros (R$ 92 bilhões) — está relacionada ao realinhamento dos planos de produtos com as preferências dos consumidores e novas regulamentações de emissões nos EUA.
Leia também: Bolsas europeias oscilam com queda da Stellantis e atenção a NY
Outros encargos incluem 2,1 bilhões de euros (US$ 2,5 bilhões – R$ 13,3 bilhões) para redimensionar a cadeia de suprimentos de veículos elétricos da empresa, 4,1 bilhões de euros (US$ 4,8 bilhões – R$ 25,5 bilhões) em custos de garantia e 1,3 bilhão de euros (US$ 1,5 bilhão – R$ 7,98 bilhões) na reestruturação das operações europeias.
A montadora também cancelou seus dividendos para 2026 e emitiu um bônus híbrido não conversível de 5 bilhões de euros (US$ 5,9 bilhões – R$ 31,4 bilhões).
Os encargos relacionados aos EVs seguem anúncios da General Motors e da Ford Motor de bilhões de dólares em despesas semelhantes devido a recuos em planos para veículos totalmente elétricos.
As ações da Ford e da GM não foram tão impactadas quanto as da Stellantis, que também emitiu uma projeção (guidance) inferior ao esperado em meio a anos de problemas estratégicos.
A Stellantis disse que antecipa um prejuízo líquido para 2025. Para 2026, a gigante automotiva tem como meta um aumento percentual de um dígito médio na receita líquida.
Leia também: Stellantis “encalha” nos EUA e transforma Jeep e Ram em alvo de grandes descontos
“Embora as despesas fossem esperadas, o valor supera as da Ford (US$ 19,5 bilhões – R$ 103,7 bilhões) e da GM (US$ 7,6 bilhões – R$ 40,4 bilhões). Esperamos que as ações caiam significativamente hoje como resultado disso. Continuamos acreditando que a STLAM precisa provar seu valor. Nos EUA, a empresa perdeu uma parcela substancial do mercado devido aos preços elevados e à percepção de falta de investimento em produtos”, disse o analista da RBC Capital Markets, Tom Narayan, em uma nota para investidores na sexta-feira.
Filosa apontou nesta sexta-feira erros de antigos líderes da empresa mais do que vinha fazendo desde que sucedeu Carlos Tavares como CEO em junho.
Tavares, que foi destituído em dezembro de 2024 devido a desentendimentos com o conselho, teria dito em um livro que as operações francesas, italianas e americanas do grupo poderiam ter que ser divididas.
Faz pouco mais de cinco anos que a Stellantis foi criada por meio de uma combinação de US$ 52 bilhões entre a Fiat Chrysler e o Groupe PSA, em 16 de janeiro de 2021.
Leia também: Por que as ações da Stellantis caíram 43%? Entenda o que está acontecendo com a montadora transatlântica
A fusão formou a quarta maior montadora por volume, mas a empresa enfrentou problemas significativos nos últimos anos por focar em lucros em vez de participação de mercado e em redução de custos em detrimento dos produtos.
As vendas globais da Stellantis sob Tavares caíram 12,3%, somando 5,7 milhões em 2024. Isso incluiu um colapso de cerca de 27% nos EUA, onde a participação de mercado caiu de 11,6% para 8%.
A participação de mercado global da Stellantis caiu de 8,1% em 2020 para estimados 6,1% no ano passado, de acordo com a S&P Global Mobility.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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